Brasil: 450 mil mortes. Dia 29/05 é dia de luta!

O Brasil chegou a 450 mil mortos por COVID-19 ontem, dia 24 de maio. Hoje, dia 25 de maio, a Reforma Administrativa (PEC 32/2020foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Será a destruição dos serviços públicos.

A Eletrobras foi encaminhada à privatização pelos parlamentares. Os Correios estão seguindo pelo mesmo caminho. O povo não tem auxílio emergencial suficiente. O desemprego está na casa dos 15 milhões de pessoas. Somos vergonha internacional, eleitos pelo jornal The Washington Post e outros veículos de imprensa como “o governo com a pior gestão da pandemia”. Enquanto isso, Bolsonaro (que deveria trabalhar na cadeira de Presidente da República) anda de lancha, faz motociatas e edita portaria para aumentar o próprio salário. Basta!

No próximo sábado (29/05), os brasileiros sairão às ruas! Com o máximo de distanciamento social, usando máscaras e álcool 70%, passaremos o nosso recado: Fora Bolsonaro!

Em Brasília-DF, a manifestação terá dois pontos de encontro:

  1. Às 8h30min, no Palácio do Buriti (Plano Piloto), haverá a concentração para uma carreata.
  2. Às 9 horas, no Museu Nacional (Esplanada dos Ministérios), haverá a concentração para uma passeata.

Se um povo teme menos morrer de COVID-19 do que manter um Presidente no poder neste momento de pandemia, é porque a coisa ficou insustentável.

Em defesa da vida, é hora de lutar!

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Nota Técnica do Senado: “Reforma Administrativa não terá os efeitos fiscais esperados e facilitará a corrupção”

Apesar de ser apresentada pelo governo Bolsonaro como uma medida de redução de gastos públicos, a Reforma Administrativa (PEC 32/2020) apresenta diversos efeitos com impactos fiscais adversos, tais como o aumento da corrupção, a facilitação da captura do Estado por agentes privados e a redução da eficiência do setor público em virtude da desestruturação das organizações. Por sua vez, os efeitos previstos de redução de despesas são limitados, especialmente no caso da União.

Por tudo isso, o Senado Federal – por meio de sua Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle – lançou na última quarta-feira (19/05) a Nota Técnica nº 69/2021, que avalia os aspectos fiscais do texto da PEC 32/2020 em tramitação na Câmara dos Deputados e indica que, se aprovada como está, a Reforma Administrativa vai piorar a situação fiscal da União, seja por aumento das despesas ou por redução das receitas.

Diante da ineficácia e ineficiência do texto em discussão, a Consultoria do Senado Federal propôs simplesmente que as normas já existentes – e consideradas suficientemente rígidas – sejam garantidas e executadas para controlar as despesas da União com os servidores públicos.

Download

Baixe aqui a Nota Técnica nº 69/2021 da Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado Federal em seu texto integral (formato PDF, 41 páginas).

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Defenda a Educação Pública!

Para superar a crise precisamos reafirmar nosso compromisso em seguir lutando ao lado dos profissionais da Educação e em defesa do Ensino Público de Qualidade.

Veja o spot do Fonasefe:




Manifesto: O Serviço Público Não Tem Preço

Fonasefe lançou ontem (12/05) o Manifesto “O Serviço Público Não Tem Preço” – que teve a adesão de diversos parlamentares, figuras públicas e entidades políticas:


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Leia o texto do Manifesto lançado pelo Fonasefe na íntegra:

O Serviço Público Não Tem Preço

O Brasil precisa parar de ser vendido. O Brasil não é um produto de supermercado. Fomos loteados, fatiados, precificados e oferecidos a preço humilde ao capital nas últimas três décadas. Nossa Amazônia, nosso petróleo, nosso minério, nossos direitos e nossa democracia são mais do que pequenos números nos painéis coloridos das bolsas de valores do mundo todo.

As privatizações não foram boas para o país. Os problemas do Brasil não foram resolvidos com a venda das empresas estatais, as concessões públicas, as parcerias público-privadas, as terceirizações e outras formas privatistas. Não é mais uma hipótese, não é mais uma dúvida, é um dado da realidade. Basta fazer a pergunta: a dívida pública aumentou ou diminuiu em todos esses anos? A desigualdade social cresceu ou minguou? Os preços murcharam ou se elevaram com a abertura total ao mercado? Há mais ou menos empregos?

As reformas estruturais realizadas nos últimos anos não alavancaram a economia como havia sido prometido ao povo. A vida piorou porque direitos foram retirados. A Reforma Trabalhista não gerou empregos. A Reforma da Previdência jogou para longe nosso descanso após tantos anos de trabalho. Não houve redução de déficits fiscais, nem melhora de balanças comerciais.

A corrupção não diminuiu com a entrada da iniciativa privada na máquina pública. Muito pelo contrário, ela aumentou. A imensa maioria dos grandes empresários e banqueiros são os principais corruptores do Estado Brasileiro. Pagam propinas, vivem de lobbys, fraudam contratos, corrompem agentes, traficam influência e chantageiam o povo com a ameaça de desinvestimento caso sua agenda econômica não seja aprovada.

Em suma, nenhum problema econômico ou social foi resolvido com a entrega do patrimônio público brasileiro aos capitalistas. A bem da verdade, as questões se agravaram. O Brasil entrou novamente no mapa da fome, temos mais de 14 milhões de desempregados, a dívida pública explodiu e o PIB despencou. A desigualdade social permanece e se aprofunda.

Nenhum país no mundo resolveu seus problemas internos aplicando uma política de privatizações nas últimas duas décadas, como nossos governos alardeiam. Assistimos ao fenômeno contrário. A desprivatização de serviços e mesmo a sua reestatização é uma tendência global crescente. Segundo o Transnational Institute (TNI), de 2000 a 2017, o mundo presenciou 884 desprivatizações e reestatizações. [1]

Os quatro países que mais as realizaram são todos potências econômicas globais: Alemanha (348), França (152), Estados Unidos (67) e Reino Unido (65). Os setores desprivatizados nesses países englobam áreas estratégicas como energia, água e transportes. Em geral, os motivos para a retomada por parte do Estado são a piora na qualidade dos serviços, a elevação de tarifas e a preocupação exclusiva com os lucros dos empresários.

Entretanto, contrariando todos os indicadores que nos informam que vender o país não traz bons frutos aos seus cidadãos, o governo brasileiro de Jair Bolsonaro e a maioria dos parlamentares do Congresso Nacional trazem à baila a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 32/2020, batizada de Reforma Administrativa, com o intuito de destruir os pilares constitucionais do serviço público brasileiro, escancarando as portas para sua privatização total.

A Reforma Administrativa é um retrocesso nas conquistas que o Brasil consolidou na Carta Magna de 1988. Ela é, antes de tudo, uma reforma de princípios. O princípio constitucional essencial passará a ser a ancoragem na iniciativa privada, com a inserção da subsidiariedade como pedra fundamental do serviço público no Estado Brasileiro. É uma reforma que diminui a responsabilidade estatal em cuidar de seu povo.

A Reforma Administrativa ruma contra os direitos humanos, pois afeta diretamente a estrutura de funcionamento dos serviços públicos para pior. E quem depende desses serviços é a população marginalizada, os pobres, os grupos oprimidos, a maioria periférica que não tem sustentação econômica para se constituir como consumidora de serviços particulares, especialmente aqueles essenciais como a Saúde e a Educação.

A Reforma Administrativa é corruptiva, pois retira os cargos e órgãos públicos do seio da imparcialidade de concursos e da estabilidade funcional para jogá-los na lama do apadrinhamento e do nepotismo das indicações políticas.

A Reforma Administrativa é antidemocrática, resgatando os capítulos mais funestos do serviço público nos anos de chumbo da Ditadura Civil-Militar, com o fortalecimento da figura dos Decretos Autônomos emitidos pelo chefe do Poder Executivo, que poderá, com uma canetada, extinguir órgãos e cargos sem a necessidade de leis, o que abre as portas para que governos autoritários atuem para a eliminação, por exemplo, de fiscalização ambiental, trabalhista, tributária e demarcatória de terras indígenas.

A Reforma Administrativa cumpre um objetivo: atender os parasitas do mercado de capitais, que enxergam no Estado Brasileiro um balcão de negócios com áreas inexploradas, que miram a possibilidade de contratos sem licitações, serviços sem fiscalização e, acima de tudo, lucro desenfreado por meio da precarização do trabalho terceirizado, da desregulamentação de direitos e da informalidade.

O Brasil dos 99% depende dos serviços públicos e não pode ficar à mercê dos conglomerados econômicos. O Brasil é o Sistema Único de Saúde (SUS) e não os convênios médicos particulares. O Brasil é escola pública e não grupos educacionais que operam na Bolsa. Nosso norte deve ser o público, não o privado.

No contexto dramático de pandemia em que nos encontramos, é obrigação do Poder Público trabalhar pela ampliação do acesso da população aos serviços dos quais necessita, e não elitizá-los, como propõe a PEC 32/2020. Mais do que isso, é impensável aprovar um projeto dessa magnitude neste contexto pandêmico, tendo em vista a impossibilidade de qualquer discussão de fôlego que envolva com qualidade a opinião pública e o povo que não seja, exclusivamente, reduzir de maneira drástica as perdas humanas pelo COVID-19. Não é hora de discutir esse projeto, muito menos de aprová-lo.

Por isso, firmamos um compromisso de luta em defesa dos serviços públicos, contra a Reforma Administrativa, no sentido de multiplicar essa corrente por todos os meios, com destaque, neste momento, para os digitais, vislumbrando, num futuro próximo, que possamos tomar as ruas em defesa dos nossos direitos. Caminhando juntos e juntas, fazemos um chamado a que a população, os movimentos sociais, as entidades de classe, os representantes e figuras políticas, as personalidades e artistas, os influenciadores digitais e todos que possam contribuir nessa corrente se somem à única perspectiva que podemos adotar em relação a esse projeto caso desejemos construir uma sociedade mais democrática, igualitária e humana, que é a defesa, a universalização, a gratuidade e a qualidade do serviço público brasileiro. É sob essa perspectiva que levantamos a bandeira de que o serviço público brasileiro não tem preço.


[1] Os dados podem ser encontrados nos relatórios “Reconquistando os serviços públicos” e “Rastreador de municipalizações”

Download

Baixe aqui o Manifesto “O Serviço Público Não Tem Preço” em formato PDF (tamanho A4, seis páginas).




A nossa luta é pelo Brasil

O Brasil não precisa de Bolsonaro e Mourão. Precisa de vacinação e da volta ao trabalho com segurança.

Precisa de serviços públicos de qualidade, valorizados e de autonomia nas Instituições Públicas de Ensino Superior.

Somos a Fasubra, uma Federação que reúne 48 sindicatos, 250 mil trabalhadores e trabalhadores, técnicas e técnico-administrativos de Universidades Públicas.

Estamos presentes na formação de profissionais que hoje salvam o país.




1º de Maio: Dia Internacional das Trabalhadoras e dos Trabalhadores

Neste 1º de Maio, Dia Internacional das Trabalhadoras e dos Trabalhadores, o SINTFUB conclama a unidade da classe trabalhadora para lutar por condições dignas de vida.

O governo Bolsonaro e a maioria do Congresso Nacional estão destruindo nossas vidas. Não há vacinas, não há leitos nos hospitais, não há plano de imunização contra a COVID-19 e nem auxílio emergencial suficiente para fazer um lockdown nacional.

Os salários estão corroídos pela inflação acumulada. A corrupção não acabou, o Brasil continua o mesmo. A democracia está ameaçada por um governo que trabalha para reprimir as manifestações contrárias.

As Reformas Trabalhista (lei 13467/2017), da Previdência (EC 103/2019), o Teto de Gastos (EC 95/2016), a PEC Emergencial (EC 109/2021) etc retiraram direitos, não geraram empregos e não atraíram investimentos.

Agora é a Reforma Administrativa (PEC 32/2020) que está avançando no Congresso para acabar com os serviços públicos e piorar a vida do povo.

Basta!

É hora de luta e unidade para enfrentar os ricos e poderosos do nosso país! É lutando que se conquista!

1º de Maio anteriores




Servidores públicos realizaram ato em Brasília-DF contra a Reforma Administrativa

Fonasefe realizou na manhã de hoje (30/04), em Brasília-DF, um ato em defesa do serviço público e contra a Reforma Administrativa (PEC 32/2020). A manifestação teve sua concentração na Esplanada dos Ministérios e percorreu as ruas da capital do país até a Praça dos Três Poderes.

O ato contou com a presença de diversas entidades representativas/classistas dos servidores públicos de todo o país e teve levantamento de faixas e falas políticas dos dirigentes sindicais.

O encerramento teria uma soltura de balões pretos, em alusão às mais de 400 mil vítimas de COVID-19 no país, mas a mesma foi impedida pela Polícia Militar do Distrito Federal.

Luta contra o fim do serviço público

A principal pauta do ato foi a luta contra a proposta de Reforma Administrativa do Governo Federal, no formato da PEC 32/2020, que prevê o fim dos serviços públicos gratuitos e o desmonte de uma série de direitos, como a estabilidade dos servidores, a paridade, o Regime Jurídico Único (lei 8112/1990), o ingresso via concursos públicos, dentre outras mudanças.

O ato também cobrou a vacinação imediata para todos os brasileiros e o auxílio emergencial de R$ 600,00 para a população pobre até o fim da pandemia.

Imagens

Confira abaixo as imagens do Ato do Fonasefe de 30/04 disponíveis em nossa galeria de fotos:


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Vídeos

Assista abaixo os trechos do Ato do Fonasefe de 30/04 disponíveis em nosso canal do YouTube:

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Ato do Fonasefe


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Defenda o SUS!

Para superar a pandemia precisamos reafirmar nosso compromisso em seguir lutando ao lado dos profissionais de saúde e em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS).

Veja o spot do Fonasefe:




07/04: Dia Mundial da Saúde

Hoje, 7 de abril, celebramos o Dia Mundial da Saúde. Infelizmente, em contraste com a data, o Brasil amanhaceu enlutado com um novo e triste recorde de mortes nas últimas 24 horas: 4.211 vidas fora ceifadas pela COVID-19 ontem (06/04).

Apesar da tragédia que vivenciamos por conta do país ter um genocida na Presidência da República, queremos exaltar – nesse momento agudo de pandemia – a importância de estruturar bem o Sistema Único de Saúde (SUS) como um dos pilares do atendimento médico à população brasileira.

É por meio dele que 150 milhões de pessoas acessam serviços médicos e hospitalares gratuitamente. É unicamente pelo SUS que as pessoas mais pobres podem enfrentar a COVID-19.

Nesse Dia Mundial da Saúde, homenageamos os trabalhadores da saúde que fazem do SUS o maior sistema de saúde pública, gratuita e universal do mundo.

Exigimos do Estado Brasileiro que respeite a Constituição e o direito à vida da população e invista nesse Sistema, interrompendo a privatização e a terceirização que tanto mal fazem ao funcionamento do SUS.

Viva o SUS!
Viva aos trabalhadores da saúde!
Em defesa da vida!
Vacina já!
Fora Bolsonaro!




Dia de Luta contra a Reforma Administrativa


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24/03: Dia de Luta contra a Reforma Administrativa

O SINTFUB, juntamente com diversas entidades e frentes, está convocando para amanhã (24/03), em Brasília-DF, o Dia de Luta contra a Reforma Administrativa – atividade que fará parte do Dia Nacional de Mobilizações, Paralisações e Greve dos Servidores Públicos convocado pelo Fonasefe.

Esta atividade, convocada para às 10 horas, realizará a entrega oficial da pauta de reivindicações dos servidores e empregados públicos federais ao ministro Paulo Guedes, no prédio do Ministério da Economia (Bloco P da Esplanada dos Ministérios).

Protocolo de segurança

O SINTFUB orienta que todos os que comparecerem à atividade do Dia de Luta desta quarta-feira (24/03) utilizem máscara e levem álcool 70%.

O distanciamento físico entre os participantes será garantido na manifestação para evitar aglomeração entre os presentes.

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