Lei Maria da Penha completa 15 anos

A Lei Maria da Penha (lei nº 11340/2006), criada para punir casos de violência doméstica e familiar contra mulheres, completou 15 anos de sancionada no último sábado (07/08), representando um marco no combate à violência de gênero e na defesa da vida das mulheres.

No entanto, apesar do avanço que foi sua aprovação, muito ainda há de ser feito. Atualmente, no Brasil existem apenas 381 delegacias especializadas – nem todas para atendimento à mulher – e apenas 139 varas específicas no Poder Judiciário. Para reverter esse cenário, está em discussão na Câmara Federal o PL 501/2019, de autoria da deputada Leandre (PV-PR), que obriga os Estados a criarem, em suas microrregiões, dentro de um prazo máximo de cinco anos, Delegacias Especializadas no Atendimento às Mulheres.

A especialização deste tipo de delegacia serve para criar não apenas um ambiente mais amigável ao acolhimento das denúncias, com a presença, por exemplo, de delegadas do sexo feminino, mas também para empreender ações mais efetivas de combate à violência de gênero.

As 381 delegacias especializadas existentes até o momento estão, em sua maioria, sediadas em grandes centros urbanos e capitais, deixando desassistidas as regiões no interior dos Estados, onde também existem mulheres em situação de vulnerabilidade e que precisam de proteção.

Segundo a pesquisa “Visível e Invisível: a vitimização de mulheres no Brasil”, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2020, uma a cada quatro mulheres acima de 16 anos diz ter sofrido algum tipo de violência ou agressão. A proporção corresponde a 17 milhões de mulheres vítimas de violência física, psicológica ou sexual.

Mulheres pobres, negras e mais jovens são comprovadamente as maiores vítimas da violência de gênero. Mais de uma a cada três mulheres, entre 16 e 24 anos, relata ter vivido algum tipo de violência. Entre as mulheres pretas, mais de 28% delas disseram que sofreram agressões físicas.

Origem da Lei Maria da Penha

O nome da lei homenageia Maria da Penha, que sofreu uma tentativa de feminicídio em 1983, ficando paraplégica desde então. Até 1998, o agressor de Maria da Penha continuava em liberdade e o caso ganhou repercussão internacional, sendo denunciado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Em 2001, a OEA responsabilizou o Estado Brasileiro por negligência, omissão e tolerância em relação à violência doméstica praticada contra as mulheres brasileiras, recomendando não apenas que o Brasil desse seguimento à devida punição do agressor de Maria da Penha, como também prosseguisse com uma reforma em sua legislação que evitasse a tolerância estatal em casos de violência contra as mulheres.

Diante da falta de medidas legais e ações efetivas, em 2002 foi formado um consórcio de organizações não governamentais (ONGs) feministas que elaborou a primeira versão de uma Lei de Combate à Violência Doméstica Contra a Mulher. Quatro anos depois, após muita discussão na Câmara e no Senado, a Lei Maria da Penha foi aprovada pelo parlamento brasileiro e sancionada pelo então presidente Lula.

*Matéria escrita com informações da EBC e da Agência Câmara




Assembleia Setorial – Vigilantes: 11/08, às 8h30min

O SINTFUB convoca os sindicalizados e sindicalizadas da vigilância para participar da Assembleia Setorial do sindicato.

Para participar, venha de máscara (item de uso obrigatório) e traga o seu álcool 70%. O sindicato garantirá o distanciamento físico entre os participantes, seguindo protocolo de segurança contra a COVID-19.

Confira abaixo data, horário, local e pautas do fórum:

Data: 11/08/2021 (quarta-feira)

Horário: 8h30min

Local: em frente à Diretoria de Segurança (Diseg) – campus Darcy Ribeiro da UnB

Pautas:

  1. Manutenção da escala dos vigilantes
  2. Melhorias nas condições de trabalho
  3. Defesa da vida dos trabalhadores

Contamos com a participação de todos os sindicalizados e sindicalizadas da vigilância!




Reunião dos(as) Aposentados(as) e Pensionistas


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Reitores bolsonaristas pedem desligamento da Andifes

Cinco reitores de Universidades Federais pediram o desligamento da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), usando como argumento que “a entidade é hostil ao governo Bolsonaro”.

Essa saída, que quebra um ciclo de cooperação mútua entre as Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) que integram a Andifes há décadas, enfraquece a democracia da Rede Federal de Educação e aumenta o alerta contra os interventores que estão sendo empossados nas reitorias por Bolsonaro.

Dos cinco pedidos, ao menos dois gestores já apoiaram Bolsonaro publicamente e um terceiro foi indicado para o cargo pelo deputado bolsonarista Bibo Nunes (PSL-RS). Até o momento, Bolsonaro já nomeou 19 reitores que não foram os mais votados nas eleições internas das Universidades Federais, evidenciando a intenção do Presidente em intervir na gestão das IFES.

Os reitores que pediram o desligamento da Andifes foram:

  1. Carlos André Bulhões Mendes, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS);
  2. Edson da Costa Bortoni, da Universidade Federal de Itajubá (Unifei);
  3. Janir Alves Soares, da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM);
  4. José Cândido Lustosa Bittencourt de Albuquerque, da Universidade Federal do Ceará (UFC);
  5. Ludimilla Carvalho Serafim de Oliveira, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa).

A ruptura foi anunciada sem debate, por meio de uma “carta” enviada ao presidente da Andifes, Edward Madureira. Os cinco reitores alegaram no texto que tentaram se aproximar da Associação desde que assumiram os cargos, mas não conseguiram alcançar o objetivo.

“As tentativas, registre-se com pesar, jamais foram frutíferas, já que nunca nos sentimos aceitos e acolhidos, quer pelo fato de que não fomos os ‘primeiros da Lista Tríplice’, como também por não nos portarmos, publicamente, hostis ao atual Governo Federal. (…) Desejando que os objetivos da Andifes voltem, em breve, a circular em torno dos interesses das Universidades, independente da conformação ideológica dos reitores, manifestamos aqui, e por este documento, o nosso desligamento dos quadros da Instituição”, dizem no documento.

As Universidades Federais se relacionam via Andifes por décadas. A saída da Associação, baseada numa alegação de hostilidade ao governo, só faria sentido se o governo estivesse melhorando a Educação Pública do país – mas sabemos que não é o que ocorre. Outro ponto inquietante é que os governos passam, mas as IFES permanecem em seus propósitos e missões. Quando não houver mais “governo Bolsonaro” para que a Andifes “seja hostil” ao mesmo, o que farão esses cinco reitores dissidentes?

*Texto escrito com informações do Brasil 247




Assembleia Setorial – Vigilantes: 04/08, às 8h30min

O SINTFUB convoca os sindicalizados e sindicalizadas da vigilância para participar da Assembleia Setorial do sindicato.

Para participar, venha de máscara (item de uso obrigatório) e traga o seu álcool 70%. O sindicato garantirá o distanciamento físico entre os participantes, seguindo protocolo de segurança contra a COVID-19.

Confira abaixo data, horário, local e pautas do fórum:

Data: 04/08/2021 (quarta-feira)

Horário: 8h30min

Local: em frente à Diretoria de Segurança (Diseg) – campus Darcy Ribeiro da UnB

Pautas:

  1. Manutenção da escala dos vigilantes
  2. Melhorias nas condições de trabalho
  3. Defesa da vida dos trabalhadores

Contamos com a participação de todos os sindicalizados e sindicalizadas da vigilância!




Ato em defesa dos profissionais de enfermagem: 05/08, às 12h30min

Na próxima quinta-feira (05/08) será realizada uma manifestação em defesa da valorização dos profissionais de enfermagem e do Sistema Único de Saúde (SUS).

O ato terá início às 12h30min na Alameda dos Estados (Esplanada dos Ministérios, em Brasília-DF) e levantará como pauta principal a defesa da aprovação do PL 2564/2020, que se encontra em tramitação no Senado Federal e prevê a regulamentação do piso salarial nacional dos profissionais de enfermagem, além da jornada de 30 horas semanais.

O SINTFUB apoia o ato e convoca sua base – em especial os trabalhadores e trabalhadoras do HUB – a se fazer presente no mesmo, que foi convocado conjuntamente pela CNTSS, pela CNTS, pelo Cofen, pela Anaten Nacional, pela FNE, pela Aben Nacional e pela Eneenf.




Live da Fasubra: 03/08, às 16 horas

A Fasubra Sindical realizará amanhã (03/08), a partir das 16 horas, a live “Não mexam na nossa aposentadoria – Decreto 10620/2021 e Portaria 8374/2021, não!”.

A live será transmitida pelo canal do Youtube e pela fanpage de Facebook da Federação e contará com tradução em libras.

Participarão da transmissão ao vivo as coordenadoras de Aposentados e Assuntos de Aposentadoria Elma Dutra e Tereza Fujii (como mediadoras) e Luna Ramacciotti (advogada, mestra em Direitos e Garantias Fundamentais pela FDV e integrante da Comissão de Defesa dos Servidores Públicos da OAB-ES) e Cláudio Santos (advogado da Assessoria Jurídica da Fasubra) como palestrantes.

Divulgue, participe e interaja!

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Nota de Pesar: Eurides Araújo Costa Pessoa

O SINTFUB expressa o seu profundo pesar pelo falecimento da sindicalizada Eurides Araújo Costa Pessoa, ex-coordenadora geral do sindicato e ex-chefe do Setor de Protocolo da UnB.

Eurides faleceu ontem (29/07), aos 56 anos, sendo mais uma vítima de COVID-19, que já matou mais de 550 mil pessoas no Brasil. Ela também lutava contra o câncer e o SINTFUB havia lançado uma campanha de solidariedade para ajudá-la com o tratamento.

Nesse momento de dor, o SINTFUB se solidariza com familiares e amigos, desejando-os paz e conforto diante dessa inestimável perda.




Nota de Pesar: Katiane de Oliveira Soares

O SINTFUB expressa o seu profundo pesar pelo falecimento da agente de portaria Katiane de Oliveira Soares, trabalhadora terceirizada da UnB que estava lotada no Multiuso II.

Katiane faleceu no último sábado (24/07), aos 36 anos, sendo mais uma vítima de COVID-19, que já matou mais de 550 mil pessoas no Brasil. Ela era casada e deixa marido e dois filhos.

Nesse momento de dor, o SINTFUB se solidariza com familiares e amigos, desejando-os paz e conforto diante dessa inestimável perda.

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29 e 30/07: Encontro Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Setor Público

Representantes do Fonasefe convidam servidores públicos de todo o Brasil ao Encontro Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Setor Público, que será realizado virtualmente nos dias 29 e 30 de julho (quinta e sexta-feira desta semana).

Este evento virtual – realizado por Centrais Sindicais, pelo Fonasefe e pela Frente Parlamentar Mista do Serviço Público – será responsável por preparar a próxima grande mobilização dos servidores contra a Reforma Administrativa (PEC 32/2020), que será uma Greve Nacional das categorias do funcionalismo público das três esferas governamentais (Federal, Estadual e Municipal).

Inscrições

Inscreva-se clicando aqui e fortaleça a luta em defesa dos serviços públicos.

Mais informações em www.contrapec32.com.br.

Quem participa do vídeo

Adriana Stella (CSP-Conlutas), Ana Maria Trindade (Proifes), David Lobão (Sinasefe), Lidia Jesus (Fenasps), Paulo Garrido (Asfoc-SN), Regina Avila (Andes-SN), Sérgio Ronaldo (Condsef), Thiago Duarte (Fenajufe) e Vânia Gonçalves (Fasubra Sindical) participam do vídeo.




“Fora Bolsonaro” lotou a Esplanada dos Ministérios

Milhares de pessoas foram no último sábado (24/07) à Esplanada dos Ministérios, em Brasília-DF, para protestar contra o governo Bolsonaro e sua política genocida – responsável por mais de 550 mil mortes no país em virtude da má gestão da saúde brasileira durante a pandemia de COVID-19.

Os atos de 24/07, chamados como #24J, foram convocados pela Campanha Nacional Fora Bolsonaro e realizados em mais de 500 cidades do Brasil e também do exterior – com passeatas, carreatas, bicicletadas etc. Em Brasília-DF, foi possível perceber que a manifestação de 24/07 contou com um número maior de pessoas do que as manifestações de 29/05 e de 19/06 e tão bom quanto o da manifestação de 03/07.

O protesto contra Bolsonaro na capital federal começou às 15 horas, com concentração no Museu da República. Em seguida, uma grande passeata tomou a Esplanada dos Ministérios, bloqueando todas as vias e paralisando o trânsito na região.

O ato contra Bolsonaro de 24/07 em Brasília-DF também contou com as presenças de vários diretores do SINTFUB e de representantes da base do sindicato.

Ato todo, estima-se que mais de 15 mil manifestantes estiveram presentes na atividade, que foi realizada em local aberto e buscando manter ao máximo o distanciamento entre os presentes – que usaram máscaras e levaram álcool 70% para higienização pessoal.

A expectativa do conjunto do movimento sindical, social, popular e dos partidos de esquerda, com a continuidade e intensificação da luta contra Bolsonaro, é que haja uma retração das defesas das pautas do Governo Federal no Congresso Nacional (como no caso da Reforma Administrativa) e um aumento da pressão sobre o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (PP-AL), em torno da abertura de impeachment.

O SINTFUB seguirá vigilante e atento aos próximos passos da luta da classe trabalhadora e fará novas convocações para atos e manifestações assim que elas forem anunciadas.

Imagens

Confira algumas imagens da participação do SINTFUB na manifestação de 24/07 em Brasília-DF:


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Mortes na segurança da UnB por COVID-19 continuam

Faleceu no último sábado (24/07) a funcionária terceirizada Katiane de Oliveira Soares, que trabalhava como agente de portaria no Multiuso II da UnB. Ela foi mais uma vítima de COVID-19, que já matou mais de 550 mil pessoas no Brasil.

Este novo óbito por coronavírus na Universidade comprova duas coisas: que o vírus está em circulação na UnB e que os trabalhadores dos serviços essenciais (porteiros, vigilantes e trabalhadores da limpeza) estão vulneráveis à pandemia.

Essa demonstração do risco em se trabalhar presencialmente na UnB, contudo, parece não sensibilizar os gestores da Universidade, visto que eles mantém servidores terceirizados e orgânicos em suas funções sem oferecer equipamentos de proteção individual contra a COVID-19 (máscaras, álcool 70%, faceshield e luvas) e ainda, no caso da vigilância orgânica, buscando ampliar de modo ilegal a jornada dos servidores para até 48 horas semanais.

O falecimento de Katiane no último sábado expõe ainda o problema da disseminação do vírus, visto que ela trabalhava num posto de portaria, no qual ela tinha contato com outros trabalhadores durante a troca de turno, e os mesmos não passam por descontaminação frequente – assim como as viaturas da vigilância não estão passando por nenhum tipo de higienização.

O SINTFUB se solizariza aos amigos e familiares de Katiane, assim como denuncia a gestão da UnB por não oferecer condições adequadas de trabalho durante a pandemia aos trabalhadores dos serviços essenciais da Universidade.

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