Nota do SINTFUB

30 de março de 2021
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Em comunicado à comunidade universitária, a Reitora da UnB determinou o retorno às atividades presenciais dos serviços que foram suspensos em 28 de fevereiro. O ato acontece justamente quando estamos enfrentando o pior momento da pandemia no Brasil e também no Distrito Federal.

Enfrentamos um colapso no sistema de saúde com pessoas morrendo na fila à espera de atendimento médico.

Na UnB, desde o início da pandemia, os setores que prestam serviços essenciais mantiveram suas atividades, assim como os trabalhadores terceirizados. Mas a gestão da UnB não teve a devida preocupação em garantir as medidas sanitárias necessárias para que os trabalhadores que circulam na Universidade possam prestar os serviços essenciais com segurança.

Para os trabalhadores da vigilância, nunca foram garantidos itens básicos como máscaras e álcool 70%. Para os trabalhadores do Hospital Universitário, que trabalham na linha de frente, sequer foi garantido o teste de COVID-19 como medida básica para o enfrentamento à pandemia.

Os servidores terceirizados foram os mais penalizados pela reitora Márcia Abrahão – o que vai desde o aumento do Restaurante Universitário (que impede esses trabalhadores de fazerem suas refeições nele) até a ampliação da carga (com a demissão de mais de um terço da força de trabalho).

Mesmo durante a pandemia os trabalhadores terceirizados continuam com atividades normais, tendo que se deslocar à UnB em transporte coletivo, que é um dos principais vetores de transmissão da COVID-19. Isso demonstra o tamanho do descaso com esses trabalhadores!

Se o trabalho diário dos terceirizados é de natureza essencial, o mínimo que a Universidade deveria fazer seria garantir o transporte deles, para minimizar os riscos de contrair o vírus. A própria Instrução Normativa do Ministério da Economia orienta que se dê preferência para se manter em casa quem utiliza o transporte coletivo.

Na vigilância, três trabalhadores da ativa faleceram de COVID-19 e vários porteiros estão afastados do trabalho por terem contraído o vírus. Na vigilância, portaria e limpeza da UnB há diversos profissionais afastados do serviço por conta da COVID-19. Além do descaso, há uma total falta de empatia com esses trabalhadores!

A resposta da Universidade às reivindicações da vigilância veio no sentido contrário ao que se espera, com a imposição de uma nova escala, que ao invés de reduzir o risco de contágio dos trabalhadores, aumenta a carga horária de forma a ultrapassar a jornada dos servidores públicos de 40 horas semanais.

Diante de tudo isso, o SINTFUB reivindica:

  1. Manutenção da escala dos vigilantes;
  2. Garantia de protocolo de segurança sanitária para quem estiver trabalhando;
  3. Redução da escala de trabalho e garantia de transporte para os terceirizados;
  4. Readmissão dos trabalhadores da portaria que foram demitidos por serem do grupo de risco.

Brasília-DF, 30 de março de 2021
Coordenação Executiva do SINTFUB

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Mário Júnior

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