Leia aqui: Carta aberta à comunidade da UnB

Sindicato dos Servidores Técnico-administrativos da Fundação Universidade de Brasília

Carta aberta à comunidade da UnB

Os(as) servidores(as) técnico-administrativos(as) da Universidade de Brasília, juntamente com os servidores(as) das Universidades Públicas Federais e Institutos de todo o Brasil, iniciaram uma greve nacional no dia 11 de março, chamada por nossa Federação, a Fasubra. Sabemos dos inconvenientes e prejuízos que o movimento grevista causa para a comunidade, mas não nos restou outra opção diante da falta de resposta do Governo às nossas demandas em mesas de negociação.

Nossa categoria teve a primeira mesa específica aberta, após conseguir ser a terceira proposta mais bem votada na campanha do PPA Brasil Participativo, sendo a primeira colocada no tema Educação. As propostas de aprimoramento definidas pela categoria foram entregues ao Governo em 04/10/2023, na segunda reunião da Mesa Específica, protocolada pela Fasubra junto ao Ministro da Educação, em 10/11/2023. Porém, após quase 6 meses de espera, o governo não apresentou nenhuma proposta concreta na terceira reunião ocorrida em 22/02/2024, no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), sendo que a nossa ca tegoria já tinha um indicativo de greve para o dia 11/3.

Nessa terceira reunião, o Ministério apresentou os mesmos 9% já apresentados em 18/12/23 para a recomposição salarial, parcelados em 4,5% em 2025 e 4,5% em 2026, como o único índice disponível, afirmando que a categoria poderia decidir se usaria para a reestruturação da carreira. Os representantes da Fasubra argumentaram com o Ministério que a ausência de negociação não deixava outra alternativa para os trabalhadores(as) a não ser a deflagração da greve, afinal os 9% não são suficientes sequer como recomposição salarial.

A categoria dos servidores técnicos das Universidades e Institutos Federais não tem como decidir entre recomposição salarial e reestruturação da carreira, pois temos uma das piores remunerações do Poder Executivo Federal. Importante mencionar que outras categorias que iniciaram a negociação com o Governo depois dos técnico-administrativos e que têm salários melhores, conseguiram índices maiores para ambas reivindicações. Ou seja, trata-se de uma equivocada desvalorização dos servidores da educação brasileira.

Por tudo isso aqui posto resumidamente, a greve é não só da UnB, mas é nacional e começou com mais de 50 universidades e Institutos filiados à Fasubra aderindo à paralisação, na semana do dia 11/3. É necessária uma proposta por parte do Governo que resolva as questões decorrentes da defasagem da carreira conquistada com muita luta no ano 2005 e que resolva também o acúmulo de perdas, tanto do ponto de vista dos benefícios, salários, dentre tantos outros problemas que extrapolam a esfera remuneratória.

A Educação precisa ser valorizada!

Se a Educação é prioridade do Governo, como tem sido dito na propaganda oficial, a valorização dos trabalhadores(as) é fundamental, inclusive o Governo anuncia essa valorização em sua propaganda, porém, não é o que ocorre na prática. Sabemos ainda que não são apenas os(as) servidores(as) técnico-administrativos das Universidades que sofrem com o descaso com a Educação, mas também os(as) estudantes sentem as constantes reduções orçamentárias. Está diante de todos(as) e evasão que retira das universidades milhares de estudantes que não têm como bancar sua permanência nessas instituições. Entre tantos outros problemas, também para os docentes relacionados ao Orçamento da Educação, corroído pela sanha dos Bancos que captam mais da metade do Orçamento Federal através da famigerada dívida pública, como também a luta no Congresso Nacional onde setores fundamentais como Saúde e Educação Pública acabam relegados na disputa orçamentária e muitos recursos escapam para a rede privada.

O problema da permanência nas instituições também se vê entre os técnico-administrativos. Os concursos recentes, além de não cobrirem a defasagem, os(as) servidores(as) que tomam posse não se firmam na carreira e acabam procurando postos melhores, com melhores remunerações em outros concursos. A Fasubra, em reunião com o pleno da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) alertou para o risco de um caos nas Universidades no próximo período.

Organizar juntos a luta em defesa da Educação!

Como se vê, nosso movimento extrapola as questões específicas e remuneratórias da nossa categoria e, por isso, conclamamos a comunidade universitária a se unificar ao movimento. Chegou a hora da ação, de todos juntos, unificando nossa luta e nossa pauta: estudantes, servidores(as) e docentes unidos(as) em defesa da Educação Pública e por mais verbas para as universidades e institutos federais.

SINTFUB / Comando Local de Greve

Brasília, 18 de março de 2024.

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Leia o Boletim de GREVE 01, de 12/3/2024

O SINTFUB lançou no dia 12/3/2024 o Boletim de GREVE 01, tendo como pauta: 

  1. Está iniciada a GA GREVE é nacional e é forte (pág. 1)
  2. UnB com cara de GREVE (pág. 2)
  3. ATO no MEC dia 13/3/2024, às 9h

Reestruturação da carreira Já!

Reajuste Salarial Já!

Educação não é gasto, é investimento, e a valorização do servidor(a) é a valorização da Educação.

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Clique aqui e acesse o Boletim de GREVE 00 (formato PDF).

Clique aqui e acesse o Comunicado da GREVE entregue à Reitoria em 6/3/2024 (formato PDF).

Clique aqui e acesse o Comunicado da GREVE entregue à Superintendência do HUB em 6/3/2024 (formato PDF).

Clique aqui e acesse o Boletim Informativo 22 (formato PDF).

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UnB com cara de GREVE

Após a vitoriosa Assembleia Geral do dia 11/3, com cerca de 500 servidores(as) reunidos na Praça Chico Mendes, foi iniciada a GREVE na UnB e o Comando Local de Greve (CLG) foi instalado no SINTFUB.
A instalação do CLG garante a formação das Comissões (Ética, Mobilização e Agitação, Imprensa e Finanças), que são abertas à participação dos servidores(as) que queiram ajudar na organização e ampliação da GREVE. Participe!
Em sua primeira atividade a Comissão de Mobilização percorreu setores para levar o material da GREVE e para conversar com aqueles que ainda não aderiram à paralisação. Mas já constataram grande adesão à GREVE nacional da FASUBRA.

Setores fechados ou funcionando parcialmente

A Biblioteca Central no Campus Darcy Ribeiro está trancada. O Dimec funciona parcialmente e vários departamentos além de colarem cartazes estão usando as redes sociais para comunicar a GREVE e orientar a comunidade universitária.

A Adunb já declarou apoio ao movimento; o DCE e o Conselho de Entidades de Base (CEB) dos estudantes também!

Ajude o SINTFUB a divulgar a GREVE, marque o Instagram do Sindicato em suas publicações e envie para nós a mobilização no seu setor de trabalho. Siga Instagram @sintfub_unb

Reestruturação Já!
Reajuste Salarial já!




ATO no MEC, dia 13/3, quarta-feira, as 9h

A Assembleia Geral do dia 11/3, definiu como atividade unificada da GREVE dos servidores(as) da UnB esta semana a realização de um ATO em frente ao Ministério da Educação, dia 13/3, quarta-feira, as 9h.

Neste mesmo dia será realizada uma reunião da CNSC que discute a nossa carreira. Vamos mostrar nossa mobilização realizando um grande ato e assim pressionar o governo por nossas reivindicações! Compareça!

Reestruturação da carreira Já!

Reajuste Salarial Já!

Educação não é gasto, é investimento, e a valorização do servidor(a) é a valorização da Educação.

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Já está disponível o primeiro Boletim de GREVE

O SINTFUB lançou no dia 11/3/2024 o Boletim de GREVE desta que promete ser uma importante mobilização dos servidores(as) técnico-administrativos da UnB, tendo como pauta: 

  1. Está iniciada a GREVE dos servidores(as) da UnB (pág. 1)
  2. Ampliar a GREVE e ganhar apoio da comunidade (pág. 2)
  3. Pauta da GREVE reafirmada em Plenária da FASUBRA (pág. 2)
  4. ATO no MEC dia 13/3/2024, às 9h

Reestruturação da carreira Já!

Reajuste Salarial Já!

Educação não é gasto, é investimento, e a valorização do servidor(a) é a valorização da Educação.

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Pauta da GREVE reafirmada em Plenária da FASUBRA

Confira abaixo a pauta da GREVE, tanto no eixo específico, quanto no eixo geral, reafirmada na Plenária de entidades e representantes da FASUBRA realizada em 9/3:

Eixo Específico

– Reestruturação do PCCTAE com orçamento necessário (incluindo a recomposição salarial).

Eixo Geral

– Recomposição orçamentária das instituições no mínimo ao patamar de 2015;
– Revogação da IN /2023 que impede direito de greve;
– 30 horas para todos;
– Não ao ponto Eletrônico;
– Reposicionamento dos aposentados;
– Reposição do quadro, concurso já para todos os cargos – chega de terceirização;
– Deposição dos Reitores Interventores.
– Fim da lista Tríplice – Paridade nas eleições para a Reitoria.
– Normatização do artigo 76 da Lei 8.112/90 – horas fixas.
– Normatização do Plantão 12/60 nos HU;
– Contra a Reforma Administrativa;
– Revogação da Lei da EBSERH.
– Fim das normativas que dificultam o direito à insalubridade.

Reestruturação da carreira Já!

Reajuste Salarial Já!

Educação não é gasto, é investimento, e a valorização do servidor(a) é a valorização da Educação.




Ampliar a GREVE e ganhar apoio da comunidade

Participaram da Assembleia e manifestaram apoio à mobilização do SINTFUB o DCE Honestino Guimarães, e a professora Eliane Novaes, presidenta da ADUnB. Ela destacou o fato de que a categoria docente também está em negociação de carreira e salarial e que o Andes (Sindicato Nacional dos Docentes) aprovou a construção de uma GREVE para o próximo período se as negociações não avançarem, o que poderia levar a uma GREVE GERAL da educação superior no país

Ato da Reitoria

Encerrada a assembleia os servidores(as) mobilizados seguiram para o prédio da Reitoria da UnB.

A coordenação do SINTFUB falou em defesa da GREVE, lembrando que a Reitoria tem autonomia para decidir como tratar da paralisação junto aos servidores(as) e que conta com a solidariedade da reitora Márcia Abrahão Moura, também presidente da Andifes. A mobilização da categoria fez com que a reitora fizesse uma breve colocação se comprometendo a manter a postura que adotou em outras greves sem retaliação contra a categoria.

A força da GREVE se dá com a unidade de todos os trabalhadores e os setores da universidade unificados em defesa da educação e da valorização dos trabalhadores.

Reestruturação da carreira Já!

Reajuste Salarial Já!

Educação não é gasto, é investimento, e a valorização do servidor(a) é a valorização da Educação.




Com força, está iniciada a GREVE dos servidores(as) da UnB

Em assembleia lotada na Praça Chico Mendes, os servidores(as) confirmaram disposição para a mobilização em unidade com técnico-administrativos de todo o país que iniciam nesta segunda-feira (11/3) uma greve em defesa, principalmente, da reestruturação da carreira e recomposição salarial.

Na Assembleia, o Coordenador Geral do SINTFUB leu as declarações de apoio à reestruturação da carreira manifestadas pelo Andifes e informou à Assembleia que o Consuni endossou o apoio da Andifes em sua última reunião.

“Agora vamos dizer aos governantes que somos importantes e temos uns dos salários mais baixos e sem vantagem direta. Somos quase 60 universidades em GREVE além dos institutos. Agora vamos colocar o bloco na rua para sermos vitoriosos”, conclamou Lima.

De acordo com o informe da FASUBRA, o país tem 69 universidades, sendo que 67 são filiadas à entidade. Dessas, 50 Universidades e 4 Institutos (filiados à FASUBRA) entraram em GREVE no dia 11/3. Sendo que 4 Universidades estão com assembleia marcada para depois do dia 13/03.




Assembleia lotada dá início à greve dos servidores(as) da UnB

Está iniciada a greve dos servidores(as) técnico administrativos da Universidade de Brasília.

Em assembleia lotada na Praça Chico Mendes, os servidores(as) confirmaram disposição para a mobilização em unidade com técnico-administrativos de todo o país que iniciam nesta segunda-feira 11/3 uma greve em defesa, principalmente, da reestruturação da carreira e recomposição salarial.

O Coordenador Geral do SINTFUB leu as declarações de apoio à reestruturação da carreira manifestadas pelo Andifes e informou à Assembleia que o Consuni endossou o apoio da Andifes em sua última reunião.

“Agora vamos dizer aos governantes que somos importantes e temos uns dos salários mais baixos e sem vantagem direta. Somos quase 60 universidades em GREVE além dos institutos. Vamos colocar o bloco na rua para sermos vitoriosos”.

Informe da FASUBRA

A assembleia começou com os informes e a representante da FASUBRA Márcia, que também é filiada ao SINTFUB, apresentou o quadro nacional da mobilização.

No país são 69 universidades, sendo que 67 são filiadas à FASUBRA. Dessas, 54 aprovaram indicativo de greve a partir de 11/3 ou nesta semana. Incluindo a UnB, 32 Universidades já estão com a greve deflagrada neste dia 11 de março, enquanto que 18, farão assembleias no dia 11, outras 4 entidades as farão no decorrer da semana.

No país são 69 universidades, sendo que 67 são filiadas à FASUBRA além de Institutos. Dessas, 50 Universidades e 4 Institutos (filiados à FASUBRA) estão em GREVE a partir de hoje, 11/3 de acordo com levantamento da FASUBRA. Sendo que 4 Universidades estão com assembleia marcada para depois do dia 13/03.

A pauta da greve, tanto no eixo específico, quanto no eixo geral, reafirmada na Plenária de entidades e representantes da FASUBRA realizada em 9/3 foi: 

Eixo Específico

Reestruturação do PCCTAE com orçamento necessário – incluindo a recomposição salarial.

Eixo Geral

Recomposição orçamentária das instituições no mínimo ao patamar de 2015;

Revogação da IN /2023 que impede direito de greve;

30 horas para todos;

Não ao ponto Eletrônico;

Reposicionamento dos aposentados;

Reposição do quadro, concurso já para todos os cargos – chega de terceirização;

Deposição dos Reitores Interventores.

Fim da lista Tríplice – Paridade nas eleições para a Reitoria.

Normatização do artigo 76 da Lei 8.112/90 – horas fixas.

Normatização do Plantão 12/60 nos HU;

Contra a Reforma Administrativa;

Revogação da Lei da EBSERH.

Fim das normativas que dificultam o direito à insalubridade.

Em sua fala, Márcia destacou que esta é uma GREVE pela identidade da categoria, com 220 mil trabalhadores em todo o país, a mais diversa do serviço público, do mateiro até navegantes em alto mar. “Sem os técnico-administrativo o tripé de educação de ensino, pesquisa extensão, não se realizaria”, disse. “Não somos funcionários de professores, somos servidores de carreira, essenciais pra universidades, institutos e hospitais universitários”, completou.

José Almiram Rodrigues, que é coordenador do SINTFUB e na FASUBRA faz parte da Comissão Nacional de Supervisão da Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (CNSC) no MEC, lembrou que a FASUBRA foi uma das primeiras entidades a estabelecer Mesa Específica de negociação, mas que não avançou em nada. De lá pra cá, o governo fez acordo com pelo menos seis categorias, motivando o descontentamento e a GREVE que se inicia neste dia 11/3. Almiram informou que já tem uma nova reunião da CNSC prevista para quarta-feira (13/3). Para pressionar pela negociação, a assembleia aprovou ato no MEC para esse dia.

Unidade dos três setores da universidade

Os setores da Universidade podem se unificar nessa luta. Participaram da Assembleia e manifestaram apoio à mobilização do SINTFUB, o DCE Honestino Guimarães, e outros representantes dos estudantes, incluindo a União Nacional dos Estudantes (UNE). Eles confirmaram o convite ao SITFUB para participar do Conselho de Entidades de Base (CEB) da UnB, e da calourada, afinal as aulas estão previstas para iniciar no próximo dia 18. Em suas falas se comprometeram em participar da mobilização dos servidores(as), inclusive apontando a possibilidade de uma GREVE estudantil.  

A professora Eliane Novaes, presidenta da ADUnB também esteve na assembleia do SINTFUB. Ela destacou o fato de que a categoria docente também está em negociação de carreira e salarial e que o Andes (Sindicato Nacional dos Docentes) aprovou a construção de uma GREVE para o próximo período se as negociações não avançarem, o que poderia levar a uma GREVE GERAL da educação superior no país.

Presença e apoio

A Deputada Federal Érika Kokay (PT-DF) ressaltou a importância da valorização dos servidores(as) para o cumprimento da função e potencial da Universidade Pública. Para ela a categoria merece respeito e a negociação não pode ser interrompida, precisa avançar. “Depois de anos obscuros há pressa em fortalecer as universidades e a valorização dos servidores é fundamental para isso”, disse.

Se comprometeu a apresentar junto à Comissão do Serviço Público da Câmara dos Deputados a criação de uma Comissão Especial pra acompanhar a GREVE dos técnico-administrativo para o bom andamento e resultados das negociações junto ao governo.

O Deputado Distrital, Fábio Félix (Psol-DF) se solidarizou com o movimento destacando que “a universidade foi importante pra superar a era tenebrosa pela qual o país passou” e que os técnico-administrativos são “carreira típica de Estado, fundamental para o país”.

Direito de GREVE

O escritório associado ao SITFUB para assuntos jurídicos também esteve representado na assembleia através do advogado Walmir

Para ele o governo mede força política e a mobilização que se inicia é fundamental para conquistas. Ele reafirmou que o direito de GREVE é constitucional e, inclusive, servidores(as) em estágio probatório tem direito de fazer a paralização sem qualquer retaliação por adesão ao movimento paredista.

Segundo ele, embora haja cada vez mais tentativas de restringir esse direito, seja através de normativas ou de decisões judiciais, corte de ponto e multas contra os sindicatos, a GREVE é um direito legitimo de todos os trabalhadores. E o SINTFUB está cumprindo todas os critérios e exigências para que seja mantida a legalidade da GREVE.

No que diz respeito ao corte do ponto de grevistas prevista por Normativa do STF, segundo o entendimento de juristas e do movimento ela é inconstitucional e existem iniciativas no sentido de considera-la inconstitucional. Quando ao trabalho considerado essencial durante a GREVE é importante que os setores se organizem para garantir o funcionamento do que foi aprovado na assembleia do dia 28/2.

Todas as informações sobre isso podem ser lidas no Boletim Informativo 22, disponível ao final da matéria.

Ato na Reitoria

Encerrada a assembleia os servidores(as) mobilizados seguiram para o prédio da Reitoria da UnB.

A coordenação do SINTFUB falou em defesa da GREVE, lembrando que a Reitoria tem autonomia para decidir como tratar da paralisação junto aos servidores(as) e que conta com a solidariedade da reitora Márcia Abrahão Moura, também presidente da Andifes. A mobilização da categoria fez com que a reitora fizesse uma breve colocação se comprometendo a manter a postura que adotou em outras greves sem retaliação contra a categoria.

A força da GREVE se dá com a unidade de todos os trabalhadores e os setores da universidade unificados em defesa da educação e da valorização dos trabalhadores.

Deliberações

A assembleia foi encerrada com os servidores(as) sendo convocados a participar do Comando Local de GREVE (CLG), fundamental para a organização e fortalecimento da GREVE nos locais de trabalho e para a participação nas atividades.

– Comissões: Ética, Mobilização e Agitação, Imprensa e Finanças. Quem quiser participar do CLG ou das Comissões pode entrar em contato com o SINTFUB.

– Ato no MEC dia 13/3, dia em que será realiza nova reunião da (CNSC)

– Assembleia Geral na segunda-feira, dia 18/3 (serão realizadas assembleias semanais de avaliação e organização do movimento)

– Dia Nacional de Luta por valorização e concurso público, com os vigilantes fazendo operação padrão nas entradas e ruas da UnB parando os passantes etc.

– Foram eleitos os membros de base da UnB no Comando Nacional de GREVE. O SINTFUB tem direito a quatro representantes no Comando Nacional que vai funcionar em Brasília com sede no SINTFUB.

Reestruturação da carreira Já!

Reajuste Salarial Já!

Educação não é gasto, é investimento, e a valorização do servidor(a) é a valorização da Educação.

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SINTFUB Convoca: todos à Assembleia Geral na Praça Chico Mendes

Nesta segunda-feira, dia 11/3, acontece a Assembleia Geral dos servidores(as) técnico-administrativos em Educação da UnB na Praça Chico Mendes, no SINTFUB. A primeira Chamada acontece às 8h30, com segunda chamada às 9h.

A Assembleia marca o início da GREVE da categoria que se inicia nesta segunda em dezenas de universidades de todo o país. 

Informe da FASUBRA

A Direção Nacional da FASUBRA, durante a Plenária Nacional Virtual, informou que 32 Universidades já estão com a greve deflagrada para o dia 11 de março, enquanto que 18, farão assembleias no dia 11, outras 4 entidades as farão no decorrer da próxima semana e 12 instituições ainda não se manifestaram.

Agora é GREVE por:

Reestruturação da carreira Já!

Reajuste Salarial Já!

Educação não é gasto, é investimento, e a valorização do servidor(a) é a valorização da Educação.

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8 de Março no SINTFUB: “Quem não se movimenta não sente as correntes que o prendem”

O 8 de Março, Dia de Luta da Mulher Trabalhadora no SINTFUB teve início com um café da manhã farto, com sucos, café e achocolatado, pães, bolos, salgadinhos, um prato de Terrine de queijo e manjericão, especialmente preparado pela coordenadora de Mulheres, Carla Márcia Viana, entre outras delícias que era apenas uma introdução ao evento e aos debates que vieram a seguir.

Ao final desta matéria disponibilizamos vários links relacionados.

   

 “Quem não se movimenta não sente as correntes que o prendem”

Coordenadora de Mulheres do SINTFUB, Carla  Márcia Viana, fez a primeira colocação da mesa.

A Coordenadora de Mulheres do SINTFUB, Carla  Márcia Viana, fez a primeira colocação da mesa, falando dos problemas diversos enfrentados pelas servidoras, e as mulheres em geral, dentro e fora do ambiente de trabalho. “A nossa luta por direitos continua sendo uma rotina diária e por isso, o que comemoramos é nossa disposição para continuar nessa busca por direitos, por igualdade e até pelo direito a vida!”, iniciou.

Ela citou, por exemplo, a questão do assédio e a Convenção 190 da OIT sobre o tema (disponível ao final da matéria), e as dificuldades de assumir a atuação política e sindical. Enalteceu, apesar disso, a necessidade do engajamento cada vez maior de mulheres no movimento para fazer valer a sua voz e a sua luta.

Em seguida falou a Deputada Federal, Érika Kokay (PT-DF), que tratou da questão do assassinato de mulheres, o feminicídio. “No Brasil a cada seis horas uma mulher morre por ser mulher”, disse. Nesse quesito trágico, o Distrito Federal é recordista, como lembrou a deputada. Em 2023, foram 30 mulheres assassinadas, o maior número da sua história. Ela também ressaltou a importância da participação política das mulheres, sub representadas nos espaços de poder e no Parlamento, onde, são perseguidas e silenciadas cotidianamente.

Após a deputada Érika Kokay, a professora Olgamir Amâncio fez uma fala, representando a reitoria da UnB que também realizou um evento de 8 de Março no Anfiteatro 9, do ICC. Ela falou da importância de eventos como este organizado pelo SINTFUB, e destacou neste 8 de Março a inauguração do projeto “Lei Maria da Penha na Universidade” entre outros relacionados às mulheres no âmbito da Universidade.

Na sequência, Thaisa Magalhães, da Secretaria da Mulher Trabalhadora da CUT-DF fez uma saudação às servidoras da UnB, destacando a importância de eventos no 8 de Março e da discussão da questão das mulheres no dia a dia do movimento sindical. Para ela, neste dia é importante lembrar que cada mulher precisa de autocuidado, que embora seja muito comum serem chamadas e parabenizadas como “guerreiras”, as mulheres precisam de apoio e cuidado. Como representante da CUT-DF, Thaisa está participando de outros eventos neste dia, além da própria programação da Central que unificou sua atividade com o movimento de mulheres no DF para um ato político e cultural a partir das 16h, na Praça Zumbi dos Palmares, no Conic.

Elza Noronha, superintendente HUB/ENSERH, destacou em sua colocação a situação das mulheres e a necessidade de denunciar o genocídio do povo palestino. Como servidora do Hospital Universitário, destacou que na área da saúde há uma maioria de mulheres e, neste momento, os postos de lideranças no HUB estão ocupados por mulheres, “uma levanta a outra”, disse. Essa maioria feminina que se encontra na base nem sempre é vista em postos de comando, comentou.

Representando a FASUBRA, que está neste momento à frente das negociações dos servidores(as) técnico-administrativos nas Mesas de Negociação com o governo, participaram do evento as coordenadoras de mulheres, Rosângela Costa e Bianca Cristina. Ambas destacaram a presença feminina na categoria, a importância delas na construção do movimento, particularmente da GREVE que está para iniciar no dia 11/3.

Encerrando esse debate esteve com a palavra a presidenta da AdunB, Eliene Novaes. A professora da FUP destacou a violência e massacre contra mulheres e crianças palestinas ressaltando a necessidade de defender “Palestina Livre”. “Estamos assistindo em tempo real pela internet a um genocídio”, declarou. Ela também destacou aspectos importantes da questão feminina, do trabalho tornado invisível, particularmente, das mulheres negras. “Invizibilizam a produção das mulheres”, inclusive, nas Universidades. Destacou que não há igualdade de condições, de acesso e possibilidades, e que para conquistar direitos é preciso ocupar as ruas. Sem deixar de lutar nas instituições, por espaço e poder.

Citando a frase de Rosa Luxemburgo, a revolucionária alemã que está na origem do Dia Internacional de Luta da Mulher Trabalhadora, concluiu: “a partir do momento em que as mulheres se movimentam, sentimos as amarras que nos prendem” e a necessidade de nos libertarmos delas.

Não é uma luta só das mulheres

Em todas as colocações ficou marcado que, embora a defesa das reivindicações, a luta pelos direitos e fim da opressão das mulheres deva ser protagonizada por elas, não pode ser uma luta exclusiva. A mudança que precisa ser realizada exige a participação de todos. O movimento sindical é um elemento dessa luta e a unidade dos trabalhadores para pautar as questões femininas é fundamental.

Não é à toa a origem do Dia Internacional das Mulheres nem a solidariedade com as palestinas. O movimento de emancipação feminina é longo, não está realizado. Enfrenta barreiras na extrema-direita e na direita. Passa por conquistas econômicas, direitos democráticos elementares e específicos das mulheres, mas também por uma transformação social, política e econômica mais profunda, incompatível com o capitalismo e a dominação imperialista. Por isso uma característica dessa luta é também o anti-imperialismo.

Viva o 8 de Março, viva a luta das mulheres

Encerrado com muita música e alegria o 8 de Março do SINTFUB foi um sucesso. Capaz de promover um debate de qualidade e a integração dos servidores(as) da Universidade neste momento em que está sendo organizado um grande movimento e a greve do dia 11/3.

A Coordenadora de Políticas Sociais, Saúde e Seguridade Social, Abadia Vieira Calácia, servidora do HUB, participou do evento trajando o keffiyeh, para fazer referência à luta dos palestinos contra o genocídio e foi feito um minuto de silêncio pelas mais de 8 mil mulheres palestinas mortas pelos ataques do Estado sionista de Israel. A questão Palestina, o genocídio e a resistência, particularmente o assassinato das mulheres que significa o extermínio do povo, foi lembrada em várias falas durante o evento que contou com a presença de várias servidoras e servidores da universidade. Foi feito um minuto de silêncio para lembrar as vítimas do massacre.

Viva o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora!

Pelo fim do massacre de mulheres e o genocídio na Palestina!

Leia aqui matéria com um pequeno relato da origem do 8 de Março e a solidariedade com as mulheres palestinas.

Clique aqui e veja no Instagram do SINTFUB alguns trechos da transmissão ao vivo.

Clique aqui para ler Convenção sobre a eliminação da violência e do assédio no
mundo do trabalho.




José Raimundo, servidor do RU, bom descanso

SINTFUB comunica: falecimento do servidor aposentado José Raimundo Januário da Silva, que trabalhou no Restaurante Universitário da UnB.

As familiares e amigos manifestamos nosso pesar.

O velório será no Cemitério Campo da Esperança, em Taguatinga-DF, nesta sexta-feira dia 8/3, às 9h e sepultamento às 10h.