Reproduzimos aqui Nota originalmente publicada no Informe de Direção da FASUBRA, ID 25/2026, de 22 de outubro de 2026.
Estabilidade, aposentadoria, paridade e carreira pública estão em jogo. Não podemos permitir retrocessos!
As propostas de Flávio Bolsonaro para o Estado brasileiro acendem um alerta para todos os servidores públicos, da ativa, aposentados e pensionistas. Por trás do discurso de redução de gastos e de modernização administrativa, está a defesa de um Estado menor, submetido à lógica do ajuste fiscal e cada vez menos comprometido com a valorização de quem trabalha e com os direitos da população.
A estabilidade não é privilégio: é proteção contra perseguições políticas! Ela garante que o servidor possa exercer suas funções com autonomia, denunciar irregularidades e atender à sociedade sem ficar sujeito às vontades de governantes de ocasião. Enfraquecer essa proteção significa abrir espaço para pressões, apadrinhamentos e interferências políticas na administração pública.
Flávio Bolsonaro defende a continuidade da reforma administrativa, mas não esclarece quais mudanças pretende implementar. Não podemos ignorar que, no governo de Jair Bolsonaro, foi apresentada a PEC 32/2020, que previa alterações nos vínculos de trabalho, na estabilidade e nas carreiras do serviço público. A possibilidade de retomada dessa agenda exige atenção e mobilização.
E a Previdência? Os servidores já sofreram com a reforma de 2019, que alterou regras de aposentadoria e pensão, elevou exigências e atingiu o planejamento de milhares de trabalhadores. Flávio Bolsonaro votou favoravelmente ao texto principal da reforma da Previdência no Senado. Diante desse histórico, é legítimo cobrar compromissos claros: haverá novas mudanças? Os direitos previdenciários serão preservados? Como serão tratados aposentados e pensionistas?
Também precisamos falar de paridade e integralidade, direitos que não alcançam indistintamente todos os servidores, pois dependem das regras aplicáveis a cada caso. Para quem possui esses direitos, sua preservação é fundamental. Aposentados e pensionistas não podem ser tratados como despesas descartáveis, depois de dedicarem décadas de suas vidas à construção das instituições públicas.
O chamado “tesouraço”, anunciado por Flávio Bolsonaro, e a promessa de cortar ministérios e despesas administrativas levantam outra questão essencial: como garantir serviços públicos de qualidade com uma política orientada prioritariamente por cortes? A população precisa de mais saúde, educação, universidades, ciência, assistência e atendimento público — não de um Estado enfraquecido e de trabalhadores submetidos à insegurança permanente.
Não se trata de defender privilégios ou impedir melhorias na gestão. Trata-se de rejeitar reformas que, sob o pretexto de eficiência, possam retirar direitos, precarizar vínculos, desvalorizar carreiras e dificultar o acesso da população aos serviços públicos. Servidoras e servidores, ativos, aposentados e pensionistas: é hora de olhar para o projeto de país que está em disputa!
Precisamos defender a estabilidade, a previdência pública, a paridade, a valorização salarial, os concursos públicos, as carreiras e a negociação coletiva. Precisamos de um Estado democrático, com servidores valorizados e serviços públicos fortes, capazes de atender a toda a população.
Direitos não são privilégios. Serviço público não é gasto descartável. Servidor valorizado é garantia de democracia e cidadania!
Não podemos permitir que os retrocessos avancem. A defesa dos nossos direitos exige informação, organização, mobilização e compromisso com um projeto de país que valorize quem trabalha e fortaleça os serviços públicos.
Por tudo isto, a direção da FASUBRA orienta firmemente o voto na reeleição do Presidente Luís Inácio Lula da Silva.
FASUBRA APOIA ESTUDANTES DA UnB EM DEFESA DA DEMOCRACIA
A FASUBRA Sindical apoia o ato realizado por mais de 3 mil estudantes da Universidade de Brasília (UnB), na noite de 21 de outubro, em defesa da reeleição do presidente Lula e contra os riscos de retrocessos democráticos e do desmonte das políticas públicas representados pela possível eleição de Flávio Bolsonaro.
A mobilização reafirma o protagonismo estudantil na defesa da educação pública, dos direitos sociais e da democracia. A unidade entre estudantes e trabalhadores é fundamental para proteger as conquistas sociais e construir um país mais justo e democrático.
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