SINTFUB manifesta apoio ao ex-reitor da UFPel, Pedro Hallal

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O ex-reitor da Universidade Federal de Pelotas-RS (UFPel), Pedro Hallal, assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) após criticar Jair Bolsonaro em uma live realizada em janeiro deste ano. O termo foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) da última terça-feira (02/03).

Durante a transmissão, Hallal criticou a decisão de nomear a professora Isabela Fernandes Andrade como reitora da UFPel. Ela conseguiu o segundo lugar na lista tríplice de indicações. O ex-reitor afirmou que quem “tentou dar um golpe na comunidade foi o Presidente da República” e o chamou de “presidente com ‘p’ minúsculo”, acrescentando que Bolsonaro não manda “absolutamente em nada na UFPel (…) quem manda na UFPel é a nossa comunidade, o senhor é desprezível”.

O processo contra Hallal foi aberto pelo deputado federal Bibo Nunes (PSL-RS), que ingressou com uma representação na Controladoria-Geral da União (CGU). Na época, Nunes chegou a afirmar que tentaria a demissão do docente no processo. No entendimento da CGU, Facebook e YouTube são considerados “locais de trabalho”, por serem meios digitais “de comunicação online disponibilizados pela universidade”.

Para ilustrar o tamanho desse absurdo, deixamos como observação que a UFPel disponibiliza conexão à internet, mas não as redes sociais citadas, que são disponibilizadas por empresas privadas (Facebook Inc e Google LLC).

As retaliações aparecem no momento em que o Governo Federal não quer nomear o candidato que obteve mais votos na consulta à comunidade acadêmica para reitoria da UFPel. Diante desse fato, o SINTFUB soma esforços na luta em defesa da autonomia universitária, contra qualquer intervenção.

Manifestamos, portanto, total apoio e solidariedade à comunidade acadêmica da UFPel e ao professor Pedro Hallal. Em um Estado Democrático não se pode admitir que aspectos políticos e ideológicos sejam justificativas para coagir cientistas que alertam para ações impróprias ou para inações por parte de agentes públicos dos diferentes níveis de governo.

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Mário Júnior

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