CAD homologa representantes do SINTFUB nas Câmaras CAC e CGP da UnB

Na 451ª reunião do Conselho de Administração (CAD) da Universidade de Brasília, realizada em 14 de maio de 2026, foram homologadas as indicações de representantes do Sindicato dos Servidores Técnico-Administrativos da Fundação Universidade de Brasília para câmaras institucionais da Universidade.

Para a Câmara de Assuntos Comunitários (CAC), foram homologados Sinara Sartori de Melo como membro titular e Elton Jhon Almeida de Souza como suplente.

Já para a Câmara de Gestão de Pessoas (CGP), foram homologados Luiz Eduardo Celino Benedito e Nadia Regina Alves Valadares como titulares, além de Taiã Mairon Peixoto Ribeiro e Alexandre Jorge de Medeiros Fernandes como suplentes.

A homologação reforça a participação da categoria técnico-administrativa nos espaços de debate, formulação e acompanhamento das políticas institucionais da Universidade, fortalecendo a representação sindical nos órgãos colegiados da UnB.

A homologação, antes mesmo do  já garante a participação dos representantes nas próximas reuniões 




Nota de repúdio à violência policial contra estudantes da USP

A Assembleia Geral do SINTFUB manifesta seu mais veemente repúdio à desocupação violenta da Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), ocorrida com uso de força policial, bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes, resultando em feridos e detenções.

A universidade deve ser espaço de diálogo, pluralidade, liberdade de manifestação e construção democrática, e não cenário de repressão policial e intimidação, especialmente contra estudantes em luta por pautas legítimas. A autonomia universitária e os direitos fundamentais não podem ser relativizados por ações estatais desproporcionais ou conduzidas sem a devida transparência e observância dos protocolos legais.

Repudiamos a opção pela violência em detrimento da mediação e do diálogo, assim como eventual responsabilidade de autoridades universitárias e policiais na determinação e execução da operação. A apuração dos fatos, com identificação da cadeia de comando, preservação de imagens e documentos, e responsabilização por eventuais abusos, é medida indispensável para a defesa do Estado de Direito.

Vale destacar, ainda, que a mobilização estudantil foi desencadeada em apoio à legítima luta dos trabalhadores da USP e de seu sindicato, o SINTUSP, mobilização que já ecoa em outras universidades paulistas, como a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e vários campi da Universidade Estadual Paulista (UNESP).

O SINTFUB reafirma seu compromisso com a proteção da dignidade humana, da liberdade de organização estudantil e da solução pacífica de conflitos, por meio do respeito aos direitos constitucionais e à democracia. Todo apoio à luta e mobilização estudantil e das trabalhadoras e trabalhadores das universidades.

Brasília, 13 de maio de 2026.

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Direito de greve é constitucional! Todo apoio e solidariedade à ASAV-Sindical

A Coordenação Executiva do SINTFUB (Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília) manifesta seu apoio e solidariedade à ASAV-Sindical e às servidoras e servidores Técnicos-administrativos em Educação da Universidade Federal de Viçosa diante da decisão da Justiça Federal, a partir de ação do Ministério Público Federal, que declarou a ilegalidade da greve em setores da saúde, determinou retorno ao trabalho e impôs sanções à categoria, como definição de multas e desconto dos dias de paralisação das atividades dos servidores técnicos-administrativos em decorrência do exercício do direito de greve, sejam ou não prestadores de serviços essenciais.

Reafirmamos que o direito de greve é constitucional e instrumento legítimo de luta da classe trabalhadora. Medidas coercitivas, como multas e corte de ponto, não contribuem para a solução do conflito e qualidade dos serviços públicos, e enfraquecem a construção de relações democráticas nos processos negociais. 

Defendemos a abertura imediata de diálogo, o respeito à organização sindical e a construção de ações que garantam uma solução negociada para o conflito, com valorização dos trabalhadores e qualidade dos serviços à população. Entendemos como fundamental a defesa da autonomia universitária e a organização pelos próprios trabalhadores como base para a definição de manutenção dos serviços essenciais. Os trabalhadores da Universidade compreendem e asseguram o funcionamento mínimo dessas atividades, justamente por reconhecerem sua importância social e para a qual dedicam suas carreiras profissionais e sua luta por uma Universidade pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada.

Brasília, 30 de abril de 2026

Coordenação Executiva do SINTFUB




Moção de Repúdio à Ingerência do Governo Norte-Americano e em Defesa da Soberania Nacional

Moção aprovada na Assembleia Geral de 23 de julho de 2025:

A Assembleia dos Servidores Técnico-Administrativos da Universidade de Brasília (UnB), manifesta seu firme e veemente repúdio à ingerência do governo dos Estados Unidos sobre a soberania do Brasil, evidenciada pelas recentes ameaças e imposição de um tarifaço de 50% sobre as exportações brasileiras.

É inaceitável que interesses estrangeiros utilizem mecanismos de pressão econômica e ameaças políticas, como a taxação unilateral das exportações brasileiras, para tentar constranger as instituições nacionais e impor chantagens à economia e ao povo brasileiro. O tarifaço anunciado pelo governo norte-americano, já previsto para vigorar nos próximos dias, não tem base em fundamentos comerciais sólidos, mas serve exclusivamente a interesses políticos e como retaliação.

O impacto dessa medida é grave: coloca em risco postos de trabalho, setores produtivos do Brasil, o desenvolvimento industrial, o equilíbrio do mercado interno e a estabilidade econômica, com projeções de perdas para o Produto Interno Bruto nacional. Trata-se, sobretudo, de uma clara tentativa de intimidar um país soberano, contrariando princípios fundamentais do direito internacional ao interferir nos rumos econômicos e institucionais do Brasil.

Nossa Assembleia:

  • Repudia toda e qualquer forma de chantagem, ameaça e pressão econômica por parte de governos estrangeiros contra o Brasil e sua população;
  • Rejeita a narrativa que busca justificar sanções com motivações político-pessoais ou que se baseia em informações falsas sobre as relações comerciais entre os dois países;
  • Defende a soberania, a autodeterminação e a independência nacional, princípios inegociáveis para o desenvolvimento do Brasil e para a construção de uma sociedade democrática e justa;
  • Reafirma apoio à busca por soluções diplomáticas, transparentes e respeitosas, sem submissão a interesses externos ou violações à autonomia nacional;
  • Convoca a comunidade universitária, trabalhadora e a sociedade civil para se somar, em unidade, à defesa do direito do povo brasileiro de decidir sobre seus destinos, sem ameaças nem interferências externas.

Por fim, declaramos: o Brasil é um país soberano e não aceitará ser tutelado por nenhum outro governo. Rejeitamos o tarifaço, repudiamos a ingerência estrangeira, fortalecemos a luta anti-imperialista dos povos oprimidos e exigimos respeito à autodeterminação do nosso povo.

Brasília, em 23 de julho de 2025.