SINTFUB participa de ato em defesa da democracia em “dia para não esquecer”

Como no ano passado, o movimento social, sindical e político organizado reuniu-se em Brasília e em outras cidades do país para lembrar o 8 de janeiro de 2023, definido neste ano como “O dia para não esquecer”.

Naquele fatídico dia, após as Eleições de 2022 e a posse do presidente Lula, as sedes dos Três Poderes da República foram atacadas por cidadãos descontentes com o resultado das urnas. Esses atos foram estimulados e mobilizados pela direita derrotada, empresários e até militares. Caminho pavimentado pela imprensa em sua campanha contra a esquerda desde antes do golpe de 2016 que derrubou a presidenta Dilma Rousseff. Tudo foi televisionado: o Brasil e o mundo assistiram ao vivo, enquanto o Governo do Distrito Federal (Ibaneis Rocha e Celina Leão) e sua Polícia Militar — tão ágeis em reprimir o movimento organizado dos trabalhadores — assistiam de camarote, de forma indulgente, complacente, aquiescente. Posteriormente, esses eventos foram classificados como “atos golpistas” e “grave tentativa de romper a ordem democrática”.

O SINTFUB participou, ao lado da ADUnB e de outras entidades e movimentos, do ato deste 8 de janeiro de 2026, cujo lema foi “Em defesa da democracia, sem anistia para golpistas, pelo veto ao PL da Dosimetria”. Foram dois eventos em um só: dentro do Palácio do Planalto, o ato institucional culminou na assinatura, pelo presidente Lula, do veto ao polêmico PL da Dosimetria. Lá fora, os trabalhadores entoaram palavras de ordem em defesa da democracia. O ato também expressou solidariedade ao povo venezuelano contra a ingerência do governo dos EUA — agora sob Donald Trump —, além de protestos contra o governo do Distrito Federal, de Ibaneis Rocha e Celina Leão.

O posicionamento do movimento sindical, em particular de servidoras e servidores da Educação, é fundamental para combater o avanço da extrema-direita e os vestígios da ditadura militar que ainda assolam nossas instituições e a sociedade — como vimos nos ataques promovidos pelos governos que assumiram o poder após o golpe de 2016, retirando direitos, ameaçando a Universidade Pública etc.

Mantendo sempre a independência classista, seguimos na defesa da Educação Pública, a serviço da classe trabalhadora, do desenvolvimento nacional e da soberania do país.

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Contra as iniciativas golpistas, SINTFUB participa de ato em defesa da democracia

Na quarta-feira (8 de janeiro), o SINTFUB participou das atividades realizadas em Brasília, em defesa da Democracia, lembrando o 8 de janeiro de 2023, manifestando posição contra os intentos golpistas dos que pretendem levar o país de volta ao atraso, a falta de direitos e atacar as conquistas dos trabalhadores.

Um balanço necessário

Desde 2016 passamos por um período tenebroso para o país. É preciso lembrar iniciativas anti sindicais e contra os trabalhadores dos governos golpistas e que, desde o governo de Michel Temer, as Universidades foram duramente atacadas, sem orçamento, vivendo de esforços da comunidade universitária e das administrações, de emenda parlamentar, sem reajuste para servidores, nos benefícios, ou perspectiva de avanços nas carreiras, com avanço da terceirização e privatização; uma vez que a política neoliberal dos golpistas de sempre é terra arrasada, e para o que é público e estatal nada, enquanto para a iniciativa privada tudo. 

Além disso, o Supremo Tribunal Federal, que navega em duas canoas, decidiu recentemente avançar na reforma administrativa pela via judicial, facilitando o fim da contratação pelo Regime Jurídico Único no serviço público, entre outras iniciativas do judiciário contra o direito de greve, e ações diversas que retiram direitos.

Por sua vez, a imprensa e a direita, que alimentaram a opinião pública contra a esquerda e o governo petista resultando na derrubada de Dilma Rousseff, na ascensão da extrema-direita e eleição de Bolsonaro, volta agora à carga com ameaças ao governo eleito em 2022 e todo tipo de maliciosa “análise especializada” sobre a situação do país, que é resultado das dificuldades impostas pelo mercado financeiro através da política de juros do Banco Central, a luta interna dentro do próprio governo de frente ampla, entre outros.

Sabemos dos desafios encontrados pelo governo atual para levar adiante uma política que atenda plenamente as necessidades e reivindicações de setores populares, no cumprimento do programa com o qual foi eleito. A luta política no Congresso Nacional que vai desde a tentativa de retroceder em direitos estabelecidos, como de mulheres e meninas violentadas, reformas que prejudicam os trabalhadores e o serviço público, o controle do Orçamento federal que o sistema financeiro e seus lacaios buscam sugar até a última gota e estabelecendo teto, cortes, e todo tipo de controle que impeça o pleno desenvolvimento do país e sua economia, investimento em Saúde, Educação, serviços, salários e benefícios da população que também favoreceram a economia nacional. Trabalham para manter o sistema de pagamento e amortização da Dívida Pública que abocanha cerca de metade do orçamento público em benefício dos parasitas banqueiros que também se beneficiam dos juros altos imposto pelo Banco Central cuja independência do governo significa estar sob controle do sistema financeiro internacional, atuando contra os interesses nacionais.

Democracia para lutar

Ainda que estejamos enfrentando problemas e dificuldades para implementar conquistas com um governo eleito pelos trabalhadores nos mobilizamos, pressionamos e criamos as condições para arrancar vitórias. É assim que tem que ser, com independência, em uma greve histórica, garantimos reajustes salariais e a reestruturação da carreira.

Não se trata da defesa da democracia em abstrato, ou da defesa de um governo. Mas de defender a garantia de direitos, a possibilidade de seguir lutando, com liberdades, garantias fundamentais, na construção de uma sociedade mais igualitária, solidária e justa.

O SINTFUB confirma, assim, seu compromisso histórico, presente em todas as mobilizações, nas ruas, em defesa da organização e participação política, na luta em defesa dos direitos dos trabalhadores.

 

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