Um chamado à luta em 2026: Cortes no Orçamento das Universidades Ameaça Educação Pública

O SINTFUB repudia os cortes de quase R$ 500 milhões no orçamento discricionário das universidades federais para 2026, aprovados pelo Congresso Nacional, que ameaçam o funcionamento essencial das instituições de Educação Superior públicas no Brasil.​

Gravidade dos Cortes

As 69 universidades federais tiveram redução de R$ 488 milhões nas despesas discricionárias, caindo de R$ 6,89 bilhões (proposta inicial enviada ao Congresso pelo governo) para R$ 6,43 bilhões, o que representa queda de 7,05% e compromete custeio como luz, água, segurança, limpeza e bolsas para estudantes de baixa renda. Esse corte, finalizado em dezembro de 2025 com a aprovação da LOA 2026 (Lei Orçamentária Anual), prioriza emendas parlamentares que saiu de R$ 48 em 2025 para R$ 61 bilhões em ano eleitoral, enquanto universidades ficam cada vez mais dependentes dessas próprias emendas – utilizadas como barganha eleitoral –, convênios e parcerias privadas, erodindo sua autonomia e independência a serviço do país.​

Comparativo com Dívida Pública

Enquanto a educação pública sangra, o orçamento de 2026 reserva R$ 1,82 trilhão só para juros e encargos da dívida pública, transferindo recursos diretamente aos bancos e superando investimentos totais em Educação, Saúde e Desenvolvimento Social juntos – em 2025, esses gastos já consumiram mais de 50% do orçamento federal. O Congresso se comporta como inimigo da educação ao garantir emendas eleitoreiras em detrimento da coisa pública.​

O SINTFUB repudia veementemente essa opção criminosa de austeridade com o que existe para o benefício da população, que subordina a universidade pública a lógicas mercantis e políticas clientelistas, fragilizando serviços essenciais e a soberania nacional. Esses cortes agravam a dependência de recursos voláteis, como emendas parlamentares, e parcerias com a iniciativa privada, que minam a gestão democrática e o caráter público das federais.​

Chamado à Luta em 2026

Este ano exigirá mobilização e unidade da nossa categoria, comunidade universitária e de toda a classe trabalhadora. Em 2026, intensificaremos as lutas de 2025 contra a reforma administrativa, pela recomposição total do orçamento público e pelo cumprimento integral do Termo de Acordo nº 11, que reestruturou o PCCTAE e cujas conquistas o MGI agora ameaça – em defesa da Educação Pública gratuita e de qualidade, pelos direitos das servidoras e servidores técnico-administrativos, pelo fim dos juros aos banqueiros, pela soberania nacional e pela democracia!

Leia as notas oficiais:

Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) clique aqui

Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) clique aqui




29M Dia Nacional de Luta pela Educação!

O SINTFUB está convocando e apoiando a iniciativas das entidades estudantis na realização de manifestações no dia 29 de maio como o Dia Nacional de Luta pela Educação, contra o decreto que limita o repasse de verbas às universidades e institutos federais.

Com parte ativa na construção da mobilização o SINTFUB disponibilizou o carro de som do sindicato para que o DCE – Honestino Guimarães convocasse a atividade na Universidade de Brasília e também no dia da manifestação.

O chamado divulgado pelos estudantes da UnB diz: “Os cortes de 2,5 bilhões pode afetar diretamente os estudantes mais vulneráveis pois afeta diretamente o orçamento da assistência estudantil.

Os técnicos e docentes unificam suas forças e apoiam a paralisação dos estudantes: no dia 29/05, às 9h, no Museu Nacional, vamos juntos mostrar que não aceitamos retrocessos!

O sucateamento da educação pública superior é um projeto, arquitetado pelos grandes tubarões da educação, não iremos nos render! é preciso lutar por mais investimentos! por uma UnB pública gratuita e de qualidade dia 29 a aula será nas ruas.”

A mobilização é nacional e a União Nacional dos Estudantes (UNE) junto com a Associação Nacional de pós-graduandos é a entidade representativa dos pós-graduandos do Brasil (ANPG) também reforçam a convocação.

Recomposição?

“Ogoverno federal fará a recomposição de R$ 400 milhões no orçamento de 2025 das universidades e institutos federais de ensino. Além disso, R$ 300 milhões que estavam retidos por decreto serão liberados. As informações são do ministro da Educação, Camilo Santana, após reunião com reitores, no Palácio do Planalto, em Brasília.

De acordo com ele, ao passar pelo Congresso Nacional, o orçamento dessas instituições sofreu um corte de R$ 340 milhões em relação ao que foi encaminhado pelo governo. Agora o Ministério da Educação (MEC) fará a recomposição, mais um acréscimo de R$ 60 milhões” (Agência Brasil, 27/5/2025).

Ainda que o governo tenha anunciado em reunião com os reitores das Universidades e Institutos Federais de Educação uma reposição orçamentária, os servidores técnico-administrativos da UnB devem reforçar a mobilização dos estudantes. O governo volta atrás quando se sente pressionado. Se é para cortar que corte dos trilhões reservados e destinados ao pagamento da dívida pública com os bancos sanguessugas, e não do orçamento destinado ao povo, à juventude, aos trabalhadores.