Sem adicional insalubridade, terceirizados da Planalto param

Em assembleia realizada nesta quarta-feira (10), na Praça Chico Mendes, os 275 trabalhadores terceirizados da empresa Planalto lotados na Prefeitura da UnB decidiram cruzar os braços por tempo indeterminado. A deliberação é consequência do não pagamento do adicional insalubridade devido aos trabalhadores.

O laudo pericial que mostra as funções que deverão receber o adicional insalubridade já foi feito por uma engenheira do trabalho indicada pelo Sindiserviços, sindicato que representa os trabalhadores terceirizados no DF, e pelo Sintfub. O documento não só reafirmou a obrigatoriedade de pagamento do benefício para os 275 terceirizados da Planalto que já tinham direito ao valor, como ampliou as funções que deverão receber o adicional insalubridade.

O laudo foi encaminhado à Planalto e à UnB ainda em novembro, mas até agora não houve pronunciamento da Universidade.

“Se existe algum imbróglio entre a UnB e a Planalto, isso não é problema do trabalhador. Exigimos o pagamento do adicional insalubridade e só voltaremos a trabalhar quando isso foi feito”, afirma o coordenador geral do Sintfub, Mauro Mendes.

Outras iniciatvas
Para tentar agilizar o pagamento do adicional insalubridade aos trabalhadores terceirizados da empresa Planalto lotados na Prefeitura da UnB, o Sindiserviços e o Sintfub acionaram o Ministério Público do Trabalho em novembro. Nessa terça-feira (9), representantes das entidades sindicais voltaram ao órgão e foram informados de que haverá audiência de conciliação entre a empresa, a UnB, o Sintfub e o Sindiserviços, no dia 16 de dezembro, às 15h.

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Sintfub pauta a importância e os desafios da mulher no contexto político social

Nesta terça-feira (25), dia que teve início a campanha “16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”, o Sintfub realizou o I Encontro de Mulheres Trabalhadoras da UnB – A importância da mulher no contexto político social e os enfrentamentos políticos. A atividade aconteceu no auditório do Sindicato, e reuniu dezenas de trabalhadoras da Universidade.

Segundo o coordenador-geral do Sintfub, Mauro Mendes, para que a mulher avance ainda mais nos espaços de poder e no mercado de trabalho, com formação e direitos e oportunidades iguais aos dos homens, “é preciso mudar o conceito de que a mulher é a grande responsável pelas tarefas domésticas”. Para ele, a mudança desse contexto, constituído histórica e culturalmente, virá através do debate, como foi a proposta do I Encontro de Mulheres Trabalhadoras da UnB, e da disposição de luta de quem almeja um mundo equânime entre os seres humanos.

A deputada federal Érika Kokay (PT-DF) também participou da atividade. Para ela, as mulheres adentraram o espaço público da sociedade e representam grande parcela no mercado de trabalho, mas as tarefas domésticas continuam sendo praticamente exclusivas da mulher. “O índice de mulheres responsável pelas tarefas de casa é de 70% no Distrito Federal”, mostra em números a parlamentar.

Apesar do avanço da questão de gênero e mercado de trabalho, a psicóloga social e do trabalho, Jaqueline Gomes de Jesus, lembra que a mulher ainda é minoria nas chefias. No Brasil, estudos indicam que as mulheres já atingiram 41% da força de trabalho, mas ainda ocupam apenas 24% dos cargos de chefia.

Investimento público
Para a integrante da Central de Cooperativa de Materiais Recicláveis, Raimunda Alves Ribeiro, a promoção de políticas públicas é imprescindível para que as mulheres ocupem os espaços da sociedade, em condição igual a dos homens. “Tem mulher catadora que trabalha o dia todo, chega em casa e o marido bate nela e pega todo o dinheiro. Mesmo assim ela não tem coragem de denunciar, por medo de ficar só, não dar conta de tudo. Graças ao governo Lula, que implantou uma série de programas para a mulher, estamos conseguindo avançar”, avalia.

Mesmo com o avanço em políticas públicas para mulheres, a coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lúcia Fatorelli, afirma que “a dívida pública é a principal responsável pelo não atendimento das necessidades urgentes do povo brasileiro”. “As demanda básicas dos movimentos feministas atuais esbarram na opção dos respectivos governos em destinar quantias exorbitantes para o pagamento de questionáveis obrigações financeiras vinculadas a dívidas que nunca foram auditadas. Dessa forma, restam desatendidas reivindicações elementares como creches, impedindo que muitas mães possam trabalhar”, diz.

A secretária de Mulheres da CUT Brasília, Graça Souza, que participou da mesa de abertura do I Encontro de Mulheres Trabalhadoras da UnB, lembrou que a luta de cada trabalhador e de cada trabalhadora é essencial para que se alcance a condições, salários, oportunidades e direitos iguais entre homens e mulheres. Para ela, a luta por um mundo mais justo e igualitário é tarefa de todos, principalmente das entidades sindicais. “O debate sobre a mulher na sociedade, seus desafios na vida social e política, é sempre importante. Costumo dizer que, mesmo se estivermos em uma atividade com apenas uma mulher, este debate deve ser feito. É a partir daí, da formação das mulheres, que poderemos avançar em um mundo mais justo, onde possamos ser livres e ocuparmos os espaços que quisermos”, disse a dirigente.

“Precisamos politizar as mulheres, conscientizá-las sobre sua condição atual para que seja possível empoderá-las no futuro e quebrar os paradigmas que ainda as definem como um indivíduo secundário e dependente do homem. E isso só pode ser feito por meio da difusão do conhecimento e de espaços de diálogo e formação, daí a importância da realização desse evento”, avalia a servidora técnica-administrativa da UnB, Suzana Xavier, que participou da organização e promoção do I Encontro de Mulheres Trabalhadoras da UnB.

A campanha
A campanha “16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher” existe desde 1991, por iniciativa do Centro de Liderança Global de Mulheres. No Brasil, é realizada desde 2003 por meio de ações de mobilização, debates e eventos. A campanha termina no dia 10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Secretaria de Comunicação da CUT Brasília




Discussão sobre adicional insalubridade de terceirizados vai para o Ministério Público do Trabalho

Em audiência com o coordenador-geral do Sintfub, Mauro Mendes, e deputada federal Érika Kokay (PT-DF), a procuradora do Ministério Público do Trabalho, Paula Ávila, afirmou que chamará a administração superior da UnB, o Sintfub e a empresa Planalto para reunião de mediação. O objetivo é agilizar o pagamento do adicional insalubridade de 275 trabalhadores terceirizados pela Planalto que atuam na UnB, e tiveram o benefício suspenso indevidamente no início deste mês devido a um imbróglio entre a Universidade e a Planalto.

De acordo com o diretor de terceirização do DGP da UnB, Júlio Versiani, na renovação do contrato com a Planalto, em fevereiro deste ano, foi apresentado à empresa modificações ao laudo pericial que mostra as funções que deverão receber o adicional insalubridade. “A empresa deve acatar ou contestar, e ela não fez nada”, afirma Versiani. Segundo o diretor, a UnB continua pagando à empresa o valor referente ao adicional insalubridade dos trabalhadores da Planalto. Já o representante da empresa Planalto, que também compareceu à assembleia dos trabalhadores terceirizados, afirma que a UnB não repassou à empresa o valor referente ao adicional insalubridade que deve ser pago aos trabalhadores.

A engenheira do trabalho Ana Lorena, indicada pelo Sindiserviços – sindicato que representa os trabalhadores terceirizados do DF –, afirmou que, até esta sexta-feira (28), finalizará o novo laudo que mapeará os trabalhadores da empresa Planalto na UnB que têm direito ao adicional insalubridade. “Com o laudo pronto, o Sindiserviços encaminhará o documento para a empresa que, por sua vez, encaminhará para a UnB, que dará validade ou não ao laudo”, afirma o coordenador-geral do Sintfub, Mauro Mendes.

Segundo o dirigente sindical, a empresa Planalto afirmou que, após a avaliação do laudo, pagará o adicional de insalubridade aos trabalhadores terceirizados, inclusive com retroativo para os que tiveram o benefício suspenso.




Começa apuração das eleições da CIS

A Comissão Eleitoral responsável pelas eleições da Comissão Interna de Supervisão do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação da Fundação Universidade de Brasília – CIS está reunida no auditório do Sintfub para apurar os votos registrados nessa quarta e quinta-feira (19 e 20/11). A previsão é de que a apuração termine às 12h desta sexta-feira (21).

De acordo com o presidente da Comissão Eleitoral da CIS e coordenador geral do Sintfub, Mauro Mendes, “todos os esforços foram feitos para que a totalidade dos servidores técnico-administrativos da UnB, inclusive os aposentados, pudessem participar do pleito”. “A CIS é um espaço que interessa a todos os servidores técnico-administrativos, pois, a partir dele, podemos avançar em novas conquistas”, avalia Mauro Mendes.
Foram disponibilizadas 20 urnas, sendo uma delas itinerante. Os campus de Ceilândia, Gama e Planaltina também tiveram urnas fixas.

Entre as funções da CIS estão acompanhar a implantação do plano de carreira em todas as suas etapas, bem como o trabalho da Comissão de Enquadramento; orientar a área de pessoal, bem como os servidores, quanto ao plano de carreira dos cargos técnico-administrativos em educação; fiscalizar e avaliar a implementação do plano de carreira no âmbito da respectiva instituição federal de ensino; apresentar propostas e fiscalizar a elaboração e a execução do plano de desenvolvimento de pessoal da instituição federal de ensino e seus programas de capacitação, de avaliação e de dimensionamento das necessidades de pessoal e modelo de alocação de vagas; examinar os casos omissos referentes ao plano de carreira e encaminhá-los à Comissão Nacional de Supervisão.




Eleitos os representantes dos servidores na CIS

Terminou na manhã desta sexta-feira (21) a apuração das eleições dos 8 servidores técnico-administrativos da UnB que comporão a Comissão Interna de Supervisão do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação da Fundação Universidade de Brasília – CIS, no triênio 2014/2017. O processo eleitoral foi realizado nos últimos dias 19 e 20, no campus Darcy Ribeiro, no de Ceilândia, Gama e Planaltina.

Foram registrados 688 votos, sendo 2 brancos, 8 nulos e 2 anulados. Os votos válidos somam 676. A urna que registrou mais votos foi a da reitoria, com a participação de 87 servidores.

Os eleitos foram Antônio Guedes, Moacir Ferreira Côrtes, Susana Xavier, Rogério Marzola e
Maria do Socorro Marzola como titulares e, como suplentes, Evandra Cristina de Castro, Magno Assis e Frederico Mourão.

“A CIS é um espaço impar de discussão da carreira da categoria e, portanto, capaz de avançar em conquistas importantes para os servidores. Desejamos uma boa atuação para os integrantes eleitos. Que o compromisso com os servidores esteja sempre em primeiro lugar”, disse o presidente da Comissão Eleitoral da CIS e coordenador geral do Sintfub, Mauro Mendes.

Entre as funções da CIS estão acompanhar a implantação do plano de carreira em todas as suas etapas, bem como o trabalho da Comissão de Enquadramento; orientar a área de pessoal, bem como os servidores, quanto ao plano de carreira dos cargos técnico-administrativos em educação; fiscalizar e avaliar a implementação do plano de carreira no âmbito da respectiva instituição federal de ensino; apresentar propostas e fiscalizar a elaboração e a execução do plano de desenvolvimento de pessoal da instituição federal de ensino e seus programas de capacitação, de avaliação e de dimensionamento das necessidades de pessoal e modelo de alocação de vagas; examinar os casos omissos referentes ao plano de carreira e encaminhá-los à Comissão Nacional de Supervisão.




Último dia escolher os integrantes da CIS

Termina hoje (20) as eleições para a Comissão Interna de Supervisão do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação da Fundação Universidade de Brasília – CIS. Na UnB, a CIS é formada por oito membros, sendo cinco titulares e três suplentes. O Sintfub ressalta que o grupo é essencial para garantir avanços importantes na carreira da categoria.

Todos os servidores técnico-administrativos da UnB, inclusive os aposentados, podem votar. Foram disponibilizadas 20 urnas para votação (clique aqui e veja o mapa das urnas). A apuração dos votos será no dia 21 de novembro.

“A CIS é um espaço que interessa a todos os servidores técnico-administrativos. Por isso, é importante que toda a categoria se empenhe em participar não só como membro da Comissão, mas que também compareça às urnas nos dias 19 e 20”, acredita o coordenador geral do Sintfub, Mauro Mendes.

Entre as funções da CIS estão acompanhar a implantação do plano de carreira em todas as suas etapas, bem como o trabalho da Comissão de Enquadramento; orientar a área de pessoal, bem como os servidores, quanto ao plano de carreira dos cargos técnico-administrativos em educação; fiscalizar e avaliar a implementação do plano de carreira no âmbito da respectiva instituição federal de ensino; apresentar propostas e fiscalizar a elaboração e a execução do plano de desenvolvimento de pessoal da instituição federal de ensino e seus programas de capacitação, de avaliação e de dimensionamento das necessidades de pessoal e modelo de alocação de vagas; examinar os casos omissos referentes ao plano de carreira e encaminhá-los à Comissão Nacional de Supervisão.

Veja abaixo o cartaz com os candidatos e as candidatas à CIS.




Sintfub realiza I Encontro das Mulheres Trabalhadoras da UnB, dia 25

No Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, 25 de novembro, o Sintfub realizará o I Encontro das Mulheres Trabalhadoras da UnB. A atividade será na Praça Chico Mendes, a partir das 8h.

Entre as atividades, está programada a palestra “A importância da mulher no contexto político-social e os enfrentamentos diários”, agendada para às 15h




Conselho de Representantes aprova prestação de contas do Sintfub

Em reunião na manhã desta quarta-feira (12), os integrantes do Conselho de Representantes dos servidores técnico-administrativos da UnB aprovaram as contas de 2013 do Sintfub, apresentadas pelo Conselho Fiscal eleito em congresso, pela categoria. No encontro, ainda foi apresentado os gastos da greve de 2014.

A aprovação da prestação de contas do Sintfub será ratificada pelos servidores em assembleia agendada para o próximo dia 27, às 9h, na Praça Chico Mendes.

“Como não foram observadas falhas em decorrência de desvio de recursos e quaisquer fatos que venham desabonar a conduta dos dirigentes dessa entidade representativa dos trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília recomendamos a aprovação da contas no ano de 2013”, afirma relatório apresentado pelo Conselho Fiscal.

A metodologia adotada pelo Conselho Fiscal foi de conferência dos extratos bancários com as informações gerenciais e contábeis que constam nos balancetes e verificação e balanços oriundos do escritório da contadora do Sindicato; exame minucioso de Notas Fiscais recebidas e dos recibos de entrada e saída de recursos emitidos pela entidade e confrontação dos totais gastos em cada rubrica em relação aos valores arrecadados. “O Conselho Fiscal não cria dados, apenas mostra os dados”, disse Maria Joana Martins, titular do Conselho Fiscal.

“O trabalho do Conselho Fiscal, acompanhado pela validação do Conselho de Representantes e da categoria em geral, é essencial para que possamos gerir melhor nossas despesas. Nosso dever é trabalhar com transparência e idoneidade”, avalia o coordenador geral do Sintfub, Mauro Mendes.




Terceirizados da UnB ficam sem adicional insalubridade e ameaçam parar

O adicional insalubridade dos 275 terceirizados da empresa Planalto lotados na Prefeitura da UnB foi retirado do salário dos trabalhadores. O benefício, no valor de R$ 144,60, é pago aos terceirizados há cerca de 10 anos, mas não foi adicionado ao salário da categoria neste mês devido a um imbróglio entre a UnB e a Planalto. Em assembleia nesta sexta-feira (7), os trabalhadores prejudicados, organizados pelo Sintfub, exigiram que a empresa pague imediatamente o adicional ou poderão paralisar as atividades na próxima semana. “Não temos que entrar na briga entre Planalto e UnB. Isso são eles que resolvem. O que temos que cobrar é o pagamento do nosso direito. Como aprendemos no movimento organizado, direito não se retira, se amplia”, afirmou o coordenador geral do Sintfub, Mauro Mendes, durante a assembleia desta sexta-feira.

De acordo com o diretor de terceirização do DGP da UnB, Júlio Versiani, na renovação do contrato com a Planalto, em fevereiro deste ano, foi apresentado à empresa modificações ao laudo pericial que mostra as funções que deverão receber o adicional insalubridade. “A empresa deve acatar ou contestar, e ela não fez nada”, afirma Versiani. Segundo o diretor, a UnB continua pagando à empresa o valor referente ao adicional insalubridade dos trabalhadores da Planalto. Já o representante da empresa Planalto, que também compareceu à assembleia dos trabalhadores terceirizados, afirma que a UnB não repassou à empresa o valor referente ao adicional insalubridade que deve ser pago aos trabalhadores.

“Existe um laudo pericial, feito pela Planalto, que está vigente. A UnB pode ter feito considerações a este laudo, mas isso não quer dizer que tenha sido aprovado um novo documento. Por isso, o adicional insalubridade não pode ser retirado de nenhum trabalhador”, explica o assessor jurídico do Sintfub, Valmir Floriano.

Ainda nesta sexta-feira, o Sintfub e o Sindserviços, que também representa os trabalhadores terceirizados, encaminharam à diretoria de terceirização do DGP da UnB ofício requisitando que a Universidade determine que a empresa pague o valor devido aos trabalhadores terceirizados. “Após contestarmos a empresa, ela tem até 5 dias úteis para nos responder”, afirma Júlio Versiani.

O Sintfub ainda fará denúncia junto ao Ministério Público do Trabalho e solicitará que o órgão convoque representantes da Planalto e da administração da UnB para que este problema seja solucionado e não volte a acontecer. “Encaminharemos um requerimento de informação à UnB perguntando os motivos de haver tanto desrespeito com o trabalhador terceirizado que presta serviço para a Universidade. Pediremos que ele explique isso na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados”, apoiou a deputada federal Érika Kokay, que também participou da assembleia dos trabalhadores terceirizados, sexta-feira (7).




Servidores vigilantes da UnB exigem realização de concurso público

No Seminário “Diagnósticos e Perspectivas da Segurança na UnB”, realizado nessa quinta-feira (30), servidores vigilantes, estudantes e outros servidores técnico-administrativos da Universidade ressaltaram a necessidade de o cargo de vigilante ser ocupado exclusivamente por servidores concursados.

A campanha pelo concurso público no setor de segurança universitária é um desdobramento do Seminário Nacional dos Vigilantes, realizado em Natal, em setembro deste ano.

O vigilante da UnB Edmilson Lima, que compõe o grupo de trabalho Vigilância da UnB e Nacional, explica que a terceirização do cargo de vigilante pode trazer sérios problemas à comunidade universitária, não por causa do trabalhador em si, mas pela falta de compromisso das empresas que terceirizam o trabalho.

“Empresas objetivam lucro e não o bem estar do trabalhador e da sociedade. Os servidores orgânicos se preocupam com o bem estar da sociedade. Isso dá um reflexo imediato nas relações entre os trabalhadores e a comunidade universitária. Nosso compromisso com a universidade é enorme, nós temos compromisso com a cidadania. As empresas trabalham com a exploração extrema. Eles alugam seres humanos e ganham dinheiro com isso”, avalia Lima.

Atualmente, a UnB tem 125 vigilantes de carreira e 128 vigilantes terceirizados, além de 600 porteiros.

Encaminhamentos
Além de concurso público, reivindicação nacional dos vigilantes das Universidades Federais, os servidores da UnB, reunidos no Seminário dessa quinta-feira (30), apontaram a necessidade da compra de novos equipamentos de segurança; formação específica para os vigilantes de carreira; melhores condições de trabalho; eleição para o diretor da Diretoria de Segurança – DISEG, entre outras questões.

Entre os encaminhamentos do encontro, está a realização de audiência pública, com a participação de instituições envolvidas no processo de autorização e cobrança de concurso público, como o Ministério do Planejamento e Ministério da Educação. Todas as propostas serão encaminhadas à administração superior da UnB e órgãos competentes.

“Temos que valorizar o servidor vigilante para, assim, construirmos um diálogo diferenciado com a comunidade universitária, a partir do qual possamos criar uma proposta de segurança para a UnB, de forma democrática e direcionada à cidadania”, avalia o coordenador geral do Sintfub, Mauro Mendes




Agricultura Familiar será discutida na 14ª Semana Universitária da UnB

No Ano Internacional da Agricultura Familiar – AIFA, a comunidade universitária da UnB terá a oportunidade de debater os desafios e as perspectivas deste tipo de produção nas dimensões econômica, social e ecológica. O debate será realizado em forma de seminário, realizado de 3 a 5 de novembro, no campus Darcy Ribeiro da UnB, com o tema: “Agricultura Familiar e Camponesa: Desafios e Perspectivas”. A atividade faz parte da 14ª Semana Universitária da UnB e tem como um dos parceiros o Sintfub.

Um dos principais objetivos do Seminário é contribuir para destacar a importância da agricultura familiar e camponesa e para impulsionar a compreensão dos processos de mudança em curso no campo apontando alternativas à melhoria de trabalho e vida. A atividade terá a participação de estudantes, professores, técnico-administrativos, agricultores, camponeses, representantes de movimentos sociais, membros dos governos entre outros.

Além dos debates, ainda será montada a Feira da Agricultura Familiar e Camponesa, na Praça Chico Mendes, com exposição de diversos produtos.

Dados Importantes
A agricultura familiar e camponesa tem grande significado em todo o mundo, por produzir alimentos de qualidade para boa parte da população, gerando emprego e rendimentos para as famílias que trabalham e vivem no campo, se constituindo como essencial para a soberania e segurança alimentar e nutricional. A agricultura familiar é responsável por 38% da produção agrícola no Brasil; 30% no Uruguai; 25% no Chile; 20% no Paraguai e 19% na Argentina.
No Brasil a agricultura familiar e camponesa engloba aproximadamente 4,3 milhões de estabelecimentos agrícolas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, o que corresponde a 84% do total de unidades produtivas, ocupando 14 milhões de pessoas, 74% do total, distribuídas em 25% da área total brasileira. Embora haja avanços em políticas públicas e ampliação dos recursos nos últimos anos, como os recursos disponíveis para o Plano Safra da Agricultura Familiar que, no biênio 2001/2002 representavam um montante de R$ 2,3 bilhões, alcançando, no biênio 2014/2015, um montante de R$ 24,1 bilhões, há ainda a necessidade da ampliação dos recursos físicos e financeiros, e de políticas públicas para o desenvolvimento rural.
Essa ampliação trará possibilidade de continuar a fortalecer a agricultura familiar e camponesa de base ecológica, que maneja adequadamente o meio ambiente. Também favorecerá ainda mais a permanência dos jovens no campo; contribuirá para a igualdade entre homens e mulheres; e consolidará direitos e a autonomia dos agricultores e agricultoras familiares, entre outros.

Programação

Segunda (3/11)

Terça (4/11)

Quarta (5/11)

8-12hs Debate 1: Desenvolvimento sustentável, organização e luta Visita de campo
12-14hs

Almoço

14-18hs Abertura do Seminário e inauguração da feira da agricultura familiar e camponesa Debate 2: E a Universidade? Visita de campo
18-hs Filme: O Veneno está na Mesa 2



A importância da CIS para a carreira do servidor

Nos dias 19 e 20 de novembro, serão realizadas eleições para a Comissão Interna de Supervisão do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação da Fundação Universidade de Brasília – CIS. Apesar de a Comissão ser pouco conhecida pelos servidores técnico-administrativos da UnB, o grupo é essencial para garantir avanços importantes na carreira da categoria.

Entre as funções da CIS estão acompanhar a implantação do plano de carreira em todas as suas etapas, bem como o trabalho da Comissão de Enquadramento; orientar a área de pessoal, bem como os servidores, quanto ao plano de carreira dos cargos técnico-administrativos em educação; fiscalizar e avaliar a implementação do plano de carreira no âmbito da respectiva instituição federal de ensino; apresentar propostas e fiscalizar a elaboração e a execução do plano de desenvolvimento de pessoal da instituição federal de ensino e seus programas de capacitação, de avaliação e de dimensionamento das necessidades de pessoal e modelo de alocação de vagas; examinar os casos omissos referentes ao plano de carreira e encaminhá-los à Comissão Nacional de Supervisão.

A servidora Carolina Magalhães, que está há menos de um ano no quadro de pessoal da UnB e compõe a Comissão Eleitoral da CIS, alerta que os servidores mais novos devem ter ainda mais empenho para participar da Comissão. “Nós, os servidores mais novos, ainda teremos toda uma carreira pela frente e, por isso, somos os mais interessados na garantia de avanços para a categoria”, avalia.

Letícia Soares, servidora que também compõe a Comissão Eleitoral da CIS e exerce o cargo de técnica-administrativa da UnB há menos de um ano, acredita que, através da CIS, a rotatividade de servidores, que acabam abandonando o cargo para conquistar carreira mais valorizada, pode ser apaziguada. “Através da CIS, o servidores estarão participando ativamente da construção da carreira, podendo sugerir e garantir reparos essenciais para a qualidade de vida dos técnico-administrativos”, diz.

“A CIS é um espaço que interessa a todos os servidores técnico-administrativos. Por isso, é importante que toda a categoria se empenhe em participar não só como membro da Comissão, mas que também compareça às urnas nos dias 19 e 20”, acredita o coordenador geral do Sintfub, Mauro Mendes.

Inscrições
Na UnB, a CIS é formada por oito membros, sendo cinco titulares e três suplentes. Todos os servidores técnico-administrativos da Universidade, ativos e aposentados, podem se inscrever para concorrer ao pleito. O prazo para as inscrições termina no dia 13 de novembro.

Para participar, basta preencher a ficha de inscrição (Clique aqui) e levá-la à secretaria do Sintfub (Campus Universitário Darcy Ribeiro – Prédio Muliuso – 1º Andar) ou à subsede do Sindicato, localizada no HUB. Não é necessário ser filiado ao Sintfub.

Servidores ativos e aposentados podem votar. A apuração dos votos será no dia 21 de novembro.

Nestas eleições, haverá urnas fixas nos campi Planaltina, Gama e Ceilândia e no campus Darcy Ribeiro. Também haverá urnas itinerantes para atender os servidores que atuam fora dos campi da UnB.