SINTFUB, ADUnB e DCE lançarão Comitê pela Vacinação na próxima sexta

Estudantes, docentes, técnico-administrativos e terceirizados: a luta contra a pandemia e pela vacinação do povo brasileiro não acabou!

Por isso, o DCE UnB, o SINTFUB e a ADUnB decidiram criar, a partir de uma reunião que ocorreu na última sexta-feira (22/01), o Comitê UnB pela Vacinação.

O objetivo do Comitê é que ele seja um espaço político-organizativo para que a comunidade universitária se engaje numa das lutas mais importantes do nosso tempo: a luta contra a desinformação e pelo direito à saúde e à vida do povo brasileiro.

Esses direitos encontram-se gravemente ameaçados. Não há um plano nacional ou distrital de imunização. Em um momento de grande alta do número de infecções por COVID-19, causado pela sabotagem do Governo Federal às políticas para conter o avanço da pandemia; e diante da falta de iniciativa do Governo Distrital e dos governos de alguns Estados para adotar as medidas necessárias, a perspectiva é de que cenas inaceitáveis (como as que temos visto em Manaus-AM nas últimas semanas) se repitam por todo o país.

Já na primeira semana do ano, o sistema de saúde colapsou na capital amazonense. Muitas pessoas morreram em casa, sem atendimento médico, por causa da lotação dos hospitais públicos e privados. Depois, veio o desabastecimento de oxigênio, que levou pessoas à morte por asfixia.

Tanto os Governos Locais como o Federal sabiam da gravidade da situação e nada fizeram para garantir o abastecimento de oxigênio. Mais grave ainda: a uma semana do colapso da saúde em Manaus-AM, no dia 24 de dezembro, o Governo Federal aumentou em 14% o imposto sobre a importação dos cilindros de oxigênio. O ministro da saúde, por sua vez, foi à cidade divulgar um remédio que, além de não funcionar para o tratamento da COVID-19, tem efeitos colaterais perigosos.

No Distrito Federal, a situação também é alarmante. A taxa de ocupação de leitos de UTIs da rede pública passa de 60% em um momento de tendência de alta da pandemia. Além disso, o governador anunciou que não se movimentará para comprar nenhuma vacina por conta própria e que aguardará o inexistente Plano Nacional de Vacinação. Até o momento, o país dispõe de apenas 6 milhões de doses para 212 milhões de brasileiros. E o Distrito Federal tem pouco mais de 15 mil doses para 3 milhões de habitantes.

Nesse cenário de escassez, aparecem aqueles que querem lucrar com a vacina ou furar a fila da vacinação. Precisamos lutar por uma vacina 100% pública realizada pelo Sistema Único de Saúde!

Nesse momento, precisamos criar espaços de debate e de atuação que estimulem a luta pela garantia da vacinação universal imediata da população brasileira. A UnB dispõe, em todos os seus segmentos, de cientistas e lutadores sociais das mais diversas áreas, preparados para intervir de maneira qualificada no debate público sobre a vacinação. Essa é uma luta que precisa se espalhar mais rápido do que o vírus!

Lançamento do Comitê

Nesse sentido, convidamos todos para a primeira reunião e o lançamento do Comitê UnB pela Vacinação, que acontecerá virtualmente na próxima sexta-feira, dia 29 de janeiro, às 10 horas, pela Plataforma Zoom.




01/02: Dia Nacional de Luta Pela Vacina para Todos, Contra as Privatizações e Contra a Reforma Administrativa

Dia 1º de fevereiro de 2021 é Dia Nacional de Luta Pela Vacina para Todos, Contra as Privatizações e Contra a Reforma Administrativa.

Confira as atividades

  • Às 10 horas da manhã vai haver carreatas espalhadas por todo o país para protestar em defesa da aplicação de um Plano Nacional de Vacinação
  • Às 14 horas, movimentos e entidades de todo o Brasil vão entregar um manifesto aos candidatos a Presidente da Câmara dos Deputados e do Senado em Brasília-DF
  • Às 20 horas, tire sua colher e panelas do armário para participar do panelaço nacional em defesa da vacina

É hora de unirmos forças para enfrentar o descaso do governo e dos parlamentares.

Em defesa da vida, o Brasil não pode mais conviver com situações como o que ocorre em Manaus-AM.

Acompanhe as redes sociais do SINTFUB, da Fasubra e do Fonasefe para saber sobre as atividades.

Venha lutar conosco!

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PEC que prevê redução de salário de servidores pode avançar no Congresso

Bolsonaro tem condicionado a prorrogação do Auxílio Emergencial para a população pobre à aprovação da proposta que permite cortar os salários e as jornadas dos servidores públicos.

A votação da PEC Emergencial (PEC 186/2019) pelo Congresso Nacional pode acontecer ainda no primeiro semestre de 2021. Uma das razões para isso é que o Governo Federal tem chantageado os parlamentares utilizando o Auxílio Emergencial como moeda de troca. O texto da PEC 186/2019 prevê mecanismos de controle das despesas públicas, como a redução temporária em 25% do salário e jornada de servidores.

A equipe econômica de Bolsonaro também já trabalha na defesa do avanço da PEC, e o candidato à presidência da Câmara Federal, Arthur Lira (PP-AL) – nome do presidente Jair Bolsonaro -, já demonstrou esse apoio. Seu adversário, Baleia Rossi (MDB-SP), candidato do atual chefe da Casa Legislativa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não tem dado muitas declarações sobre o projeto. Mas sabe-se que Maia também trata o assunto como prioridade.

A PEC Emergencial prevê gatilhos para serem acionados em períodos de grave crise fiscal. Por exemplo: se a União descumprir a “Regra de Ouro”, poderá lançar mão de medidas de contingenciamento de gastos. Além do corte de jornada e remuneração, o texto abre possibilidade para congelamento de concursos e de contratações.

Para os estados e municípios, a proposta garante esses mecanismos de ajuste quando a despesa corrente ultrapassar 95% da receita corrente do ente federado.

O texto está no Senado, e seu relator, senador Márcio Bittar (MDB-AC), quer apresentar o seu posicionamento em fevereiro.

Os gatilhos previstos no projeto, porém, são criticados pelas categorias do funcionalismo público, que alegam prejuízos à prestação de serviços à população. Além disso, afirmam que a medida acaba penalizando os servidores e a sociedade, enquanto outras iniciativas poderiam ser adotadas – como a taxação de heranças e grandes fortunas.

Mobilização dos servidores

Ao longo dessa semana, inclusive, o conjunto do funcionalismo – organizado pelo Fonasefe – faz uma Jornada Nacional de Lutas contra a PEC Emergencial, contra a Reforma Administrativa (PEC 32/2020) e também em defesa da vacinação contra a COVID-19 universal e gratuita.

Serão diversas atividades e, na próxima segunda-feira, dia 1º de fevereiro, haverá um Dia Nacional de Lutas, com carreatas nos estados e ato em Brasília-DF, no Anexo II da Câmara. Os servidores também farão uma vigília para acompanhar a eleição à Presidência da Casa.

*Matéria escrita com informações de O Dia




Servidores Federais estarão representados no Fórum Social Mundial

O Fonasefe estará no Fórum Social Mundial 2021. Haverá uma mesa de debate para discutir as principais questões que envolvem os trabalhadores dos serviços públicos no Brasil durante a pandemia em meio à luta por democracia.

O tema é pertinente nesse período em que governos implementam medidas para desmantelar os serviços públicos em áreas essenciais como a saúde e a educação. Os servidores estão na linha de frente no combate à COVID-19 durante uma conjuntura política de ameaças à democracia.

Os debatedores tratarão dessas questões visando contribuir para alternativas com horizontes de defesa do serviço público.

Acesse aqui o site do Fórum para informações e inscrições.

Serviço

Mesa do Fonasefe no Fórum Social Mundial
Data:
26 de janeiro de 2021
Hora: 10 horas
Tema: Trabalhadores do Serviço Público Federal na Luta Pela Democracia e Pela Vida
Palestrantes: Lucia Souto (Presidente do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde), Gulnar Azevedo (Presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva) e representante do Conselho Nacional de Saúde
Mediação: Asfoc-SN e Fasubra Sindical
Objetivo: apresentar as principais questões que envolvem os servidores públicos durante a pandemia e a luta das categorias pela democracia, que está sob ataque e destruição por parte do Governo Federal, que busca excluir os mecanismos do Estado responsáveis pela ajuda à sociedade




24/01: Dia Nacional dos Aposentados

O SINTFUB saúda os trabalhadores aposentados pela passagem do Dia Nacional dos Aposentados, celebrado ontem (24/01). A data também remete ao aniversário da Previdência Social, que completa em 2021, sob muitos ataques, 98 anos de existência.

Compreendemos que a passagem desta data é oportuna para destacar a importância da presença dos companheiros aposentados que atuam no movimento sindical. Mesmo tendo cumprido longos anos de trabalho, esse segmento de lutadores segue forte e combativo na construção do nosso sindicato e nas lutas cotidianas do movimento. Temos consciência que, diante de um “desgoverno” fascista, a participação de todos nas lutas é determinante para a defesa dos direitos da classe trabalhadora.

Para todos os que não se aposentaram ainda, a aposentadoria no Brasil se tornou um sonho muito distante, quiçá impossível de realizar. A “Nova Previdência”, que na prática é o desmonte da aposentadoria, entrou em vigor na data de publicação da Emenda Constitucional nº 103 no Diário Oficial da União, 13 de novembro de 2019.

As novas regras valem para segurados do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) da União. O SINTFUB esteve nas lutas e nas ruas para denunciar os ataques das Reformas da Previdência de Temer (PEC 287/2016) e de Bolsonaro (PEC 6/2019).

Histórico

A origem da data que homenageia os aposentados no Brasil se deu com a promulgação da Lei nº 6.926 de 1981.

A data remete também à publicação da Lei Eloy Chaves, de 24 de janeiro de 1923. Essa legislação instituiu a base do sistema previdenciário brasileiro, por meio da criação da Caixa de Aposentadorias e Pensões para os empregados das empresas ferroviárias.

Neste ano, o Dia Nacional dos Aposentados também marcou o início da Jornada Nacional de Lutas do Fonasefe, que terá atividades em todo o país até 1º de fevereiro.




Passo a passo: como gerar a autorização no Sigepe

O servidor que quiser se filiar virtualmente ao SINTFUB precisa gerar uma senha de autorização de consignação via Sigac.

Para isso, basta entrar no site do Sigac (https://servidor.sigepe.planejamento.gov.br) e seguir o seguinte procedimento:

  1. Fazer o login com CPF e senha (mesmo login utilizado para visualização do contracheque)
  2. Acessar link consignações
  3. Acessar link gerar senha de consignação
  4. Acessar link desconto sindicato
  5. Selecionar Sindicato das Trabalhadoras e dos Trabalhadores Técnico (01.633.692/0001-78)
  6. Manter o site do Sigepe aberto para inserir o código gerado
  7. O Sigepe enviará um código de validação da consignação para o e-mail do servidor que está cadastrado no sitema
  8. Copiar o código enviado para o e-mail (descrito na etapa 7) e inserir no site do Sigepe que ficou aberto (descrito na etapa 6)

Após esse passo a passo, o Sigepe enviará uma nova mensagem de autorização para o e-mail do servidor com a confirmação da consignação sindical. Nessa autorização, constará o número do vínculo/contrato, o qual deverá ser informação ao SINTFUB, pelo e-mail financeiro@sintfub.org.br, para efetivação da filiação.




SINTFUB disponibiliza filiação online para servidores

Os técnico-administrativos da UnB têm uma nova maneira de se filiar ao SINTFUB – sindicato que representa a categoria há mais de 35 anos.

As filiações ao SINTFUB agora podem ser feitas virtualmente, através de um computador, tablet ou smartphone.

Para se filiar, basta preencher o formulário de filiação virtual, enviar um arquivo com a cópia do contracheque e gerar a autorização no Sigepe para o desconto em folha da contribuição sindical.

Formulário virtual

O formulário de filiação virtual do SINTFUB pode ser acessado em www.sintfub.org.br/filie-se.

Mensalidade sindical

O desconto em folha da mensalidade sindical corresponde a 1% do valor da remuneração de cada filiado. Este percentual não inclui, para fins de cálculo, os auxílios (creche, saúde, transporte e alimentação) e o adicional de insalubridade.

Como gerar a autorização no Sigepe: passo a passo

O servidor que quiser se filiar precisa gerar uma senha de autorização de consignação via Sigac.

Para isso, basta entrar no site do Sigac (https://servidor.sigepe.planejamento.gov.br) e seguir o seguinte procedimento:

  1. Fazer o login com CPF e senha (mesmo login utilizado para visualização do contracheque)
  2. Acessar link consignações
  3. Acessar link gerar senha de consignação
  4. Acessar link desconto sindicato
  5. Selecionar Sindicato das Trabalhadoras e dos Trabalhadores Técnico (01.633.692/0001-78)
  6. Manter o site do Sigepe aberto para inserir o código gerado
  7. O Sigepe enviará um código de validação da consignação para o e-mail do servidor que está cadastrado no sitema
  8. Copiar o código enviado para o e-mail (descrito na etapa 7) e inserir no site do Sigepe que ficou aberto (descrito na etapa 6)

Após esse passo a passo, o Sigepe enviará uma nova mensagem de autorização para o e-mail do servidor com a confirmação da consignação sindical. Nessa autorização, constará o número do vínculo/contrato, o qual deverá ser informação ao SINTFUB, pelo e-mail financeiro@sintfub.org.br, para efetivação da filiação.




Por que o Brasil é o país mais atrasado na vacinação contra a COVID-19?

Dezenas de países iniciaram a vacinação contra a COVID-19. Por que o Brasil é o mais atrasado?

Os países que já estão vacinando fecharam acordos prévios com laboratórios. O Governo Federal não fez isso e sequer comprou seringas.

Apresentou seu plano de imunização na última hora. Não entendeu que a vida do povo deve estar acima das brigas políticas com governadores, que também pouco fizeram contra a pandemia.

Agora, vamos sofrer mais meses sem vacina. As mortes, o desemprego e a crise econômica se prolongarão, assim como as medidas de isolamento social.

Já ultrapassamos 200 mil mortes. O povo brasileiro não pode esperar mais.

Em defesa da vida, temos direito à vacinação gratuita para todos e todas.




Boletim Semanal nº 5

O SINTFUB lança nesta sexta-feira (22/01) seu Boletim Semanal nº 5, tendo como pautas:

  1. Sindicato prepara Campanha Salarial 2021
  2. Bolsonaro quer aprovar redução de salários de servidores no início de 2021
  3. Servidores públicos vão à luta por vacina

Clique aqui e faça o download da publicação (formato PDF).




Servidores públicos vão à luta por vacina

A partir de 24 de janeiro, servidores públicos de todo o país estarão engajados em uma Jornada Nacional de Lutas em defesa dos serviços públicos, da vida frente aos lucros e pela vacinação imediata de toda a população. Durante toda a semana serão organizadas diversas atividades, que culminarão com o Dia Nacional de Luta pela vacina para todos, contra a Reforma Administrativa e as privatizações, em 01/02.

Convocação

A Jornada Nacional de Lutas foi convocada pelo Fonasefe, pelas coordenações dos seus Fóruns Estaduais (reunindo ainda entidades de servidores públicos estaduais e municipais), por Centrais Sindicais e também por Movimentos Sociais. Ela terá início no Dia Nacional dos Aposentados, em 24 de janeiro, e seguirá com atividades nos estados e no Distrito Federal durante toda a semana (calendário completo abaixo).

Dia Nacional de Luta e Vigília na Câmara

No 1º de fevereiro, será realizado o Dia Nacional de Luta pela vacina para todos, contra a Reforma Administrativa e as privatizações, com carreatas nas principais cidades do país, ato em Brasília-DF (na Câmara dos Deputados) e panelaço nacional.

Os servidores também organizarão uma vigília em frente ao Anexo II da Câmara Federal para acompanhar a eleição à Presidência da Casa, marcada para acontecer presencialmente na mesma data do Dia Nacional de Luta (01/02).

Contra as privatizações e a Reforma Administrativa

A Jornada também realizará atividades contra as privatizações das empresas estatais e a Reforma Administrativa propostas pelo Governo Federal e por parte expressiva do Congresso Nacional. Por isso o seu chamado se dirige a todos os brasileiros, às entidades sindicais e aos movimentos sociais a organizarem ativamente as atividades em suas cidades para pressionar o Poder Público no sentido de garantir e acelerar o processo de vacinação em nosso país.

Conjuntura desastrosa durante a pandemia

A política externa desastrosa com Índia e China – principais produtores de vacinas no mundo – e a negligência do governo com um plano de imunização efetivo mostram que as vacinas não estão garantidas para toda a população ou que, no mínimo, demorarão muito mais que os outros países para serem aplicadas. As mortes por falta de oxigênio em Manaus-AM e a ameaça de um colapso nacional por ausência de leitos no Sistema Único de Saúde (SUS) mostram a urgência de garantir a imunização do povo.

Calendário da Jornada de Lutas

  • 24/01: Dia Nacional dos Aposentados
  • 26/01, às 10 horas: Mesa do Fonasefe no Fórum Social Mundial (evento virtual)
    • Tema: Trabalhadores do Serviço Público Federal na Luta Pela Democracia e Pela Vida
    • Palestrantes: Lucia Souto (Presidente do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde), Gulnar Azevedo (Presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva) e representante do Conselho Nacional de Saúde
    • Mediação: Asfoc-SN e Fasubra Sindical
    • Objetivo: apresentar as principais questões que envolvem os servidores públicos durante a pandemia e a luta das categorias pela democracia, que está sob ataque e destruição por parte do Governo Federal, que busca excluir os mecanismos do Estado responsáveis pela ajuda à sociedade
  • 30 e 31/01: mobilização nos estados e Distrito Federal organizadas pelos Fóruns Estaduais
  • 01/02: Dia Nacional de Luta pela vacina para todos, contra a Reforma Administrativa e as privatizações
    • 10 horas: carreatas nas principais cidades do país
    • 14 horas: ato em frente ao Anexo II da Câmara Federal, em Brasília-DF, protocolando a entrega do Manifesto do Fonasefe aos candidatos à Presidência do Legislativo e em seguida iniciando a vigília dos servidores federais (com transmissão virtual)
    • 20 horas: panelaço nacional



Vacinação contra a COVID-19 é iniciada com incertezas e indefinições

O Ministério da Saúde abriu nesta semana a distribuição de vacinas contra a COVID-19, mas sem informações concretas sobre as datas para cada grupo e de onde receber as doses. Além de haver pouca disponibilidade da vacina, capaz de iniciar a imunização de apenas 4% do grupo prioritário, o país enfrenta dificuldades para conseguir insumos – principalmente com a Índia e a China – para produção das vacinas nas unidades do Sistema Único de Saúde (Instituto Butantan e Fundação Oswaldo Cruz).

O ministro da saúde, Eduardo Pazuello, iniciou oficialmente a campanha de vacinação contra a COVID-19 no Brasil na segunda-feira (18/01), começando a distribuir as doses disponíveis (veja números abaixo) aos estados. Segundo o mais recente comunicado do Ministério da Saúde, a Fase 1 da campanha é voltada especificamente para:

  1. Trabalhadores de saúde
  2. Pessoas com mais de 60 anos que vivem em instituições de longa permanência
  3. Indivíduos com deficiência que vivem em instituições de longa permanência
  4. População indígena aldeada

Não há informações exatas sobre como essas pessoas terão acesso aos imunizantes. Mas Pazuello afirmou, em coletiva de imprensa no último domingo (17/01), que as vacinas “irão até esses grupos”. Ou seja, elas estariam disponíveis nos hospitais, clínicas e estabelecimentos em que elas trabalham ou vivem. E seriam levadas até as aldeias indígenas.

Não se sabe até quando a Fase 1 da vacinação vai durar, nem quais indivíduos dentro desses grupos receberão primeiro, uma vez que não há vacinas para todos. A aplicação da segunda dose também não está definida – e se ela não for feita no prazo correto, todo o processo de imunização da população pode ser perdido e retornar à estaca zero.

Também faltam informações quanto às Fases 2 e 3 da campanha. Segundo a última atualização do Plano Nacional de Imunização contra a COVID-19, os grupos prioritários contemplados em cada etapa serão:

Fase 2 Fase 3
Pessoas acima de 60 anos Pessoas com diabetes, hipertensão grave, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos transplantados de órgão sólido, anemia falciforme, câncer e obesidade grave

Para esses públicos, não há datas de início e término da distribuição das doses. As pessoas também não sabem se basta ir ao posto de saúde, ou se será necessário realizar algum cadastro. E em quais dias e horários da semana isso será realizado.

Em meio à indefinição do Governo Federal, várias secretarias estaduais de saúde divulgaram, por conta própria, planos de imunização mais detalhados. Dentre elas, a proposta do Estado de São Paulo é a que mais se destacou: o governo paulista lançou um site para que o público-alvo da Fase 1 da vacinação faça um cadastro, identifique sua localidade e estabeleça uma fila virtual de espera.

Quantidade de pessoas beneficiadas com a vacina neste primeiro momento

O Ministério da Saúde afirmou que as vacinas disponíveis neste momento – todas da CoronaVac, vindas do Instituto Butantan – foram distribuídas para as cinco macrorregiões do país no seguinte quantitativo:

Quantidade Região
1.202.090 Sudeste
683.924 Nordeste
357.821 Sul
337.332 Norte
273.393 Centro-Oeste

*Matéria escrita com informações do Ministério da Saúde e da Veja Saúde




Mais um ataque: aumento da contribuição previdenciária

Foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última quinta-feira (14/01) a Portaria nº 636 da Secretaria Especial da Previdência do Ministério da Economia (SERPRT/ME), que dispõe sobre o reajuste das alíquotas (percentuais) das contribuições previdenciárias dos servidores públicos federais.

Com esta medida, que vem como efeito da Reforma da Previdência de Bolsonaro (EC 103/2019), o salário dos Técnico-Administrativos em Educação (TAEs), congelado desde 2017, perderá ainda mais poder de compra, visto que o reajuste anunciado pesará de forma significativa no bolso dos servidores.

A Emenda Constitucional nº 103/2019 traz mudanças na previdência dos servidores que têm previsão de implementação a “conta-gotas”. Com ela, passou a valer a regra da progressividade das alíquotas, conforme o salário de contribuição (artigo 149, parágrafo 1º, CF/1988 e artigo 11, parágrafo 1º, EC 103/2019). Isto vale para todos os servidores, sejam da ativa, pensionistas ou aposentados, já que todos devem contribuir solidariamente com a Previdência, como já decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Vale também para ambos os regimes: o próprio (dos servidores públicos) e o geral (dos trabalhadores celetistas e demais segurados).

Assim, por exemplo, no regime próprio, quem ganha até um salário-mínimo paga atualmente 7,5% a título de contribuição previdenciária, enquanto quem ganha de R$ 2.089,61 a R$ 3.134,40 paga 12%. Existem várias outras faixas de contribuição e o que importa é saber que essas porcentagens são proporcionais às faixas salariais. Essas alíquotas passaram a valer a partir de 1º de março de 2020.

Fato novo

Com a Reforma, mesmo os percentuais das contribuições passaram a ser reajustados anualmente com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), muito utilizado para observar as tendências na inflação e para reajustar salários e benefícios previdenciários. Como o INPC de 2020 fechou com alta de 5,45%, este valor foi empregado para aumentar as alíquotas de contribuição.

Dessa forma, o percentual foi reajustado a partir de 14 de janeiro de 2021 em 5,45%. Importante esclarecer que o aumento é calculado sobre a percentagem de contribuição, não sobre o salário líquido. Se alguém paga, a título de exemplo, 7,5% de contribuição, passou a pagar aproximadamente 7,9%. Vale dizer que esse reajuste poderá se acumular, ano a ano. Ou seja, em 2022, a nova alíquota seria, no exemplo anterior, 7,9% aumentado pelo INPC de 2021. Porém, para quem ingressou no serviço público após 2013, a progressividade terá como teto o percentual de 14%.

Assim, embora siga o mesmo índice de reajuste aplicado sobre o salário-mínimo e benefícios, o qual é ínfimo para os trabalhadores, resulta que, quanto às alíquotas da contribuição previdenciária, representa um grande impacto para os servidores, configurando confisco diante dos percentuais elevados para quem sequer teve qualquer reajuste.

Questionamento na Justiça

Há diversas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) questionando a validade dessas e de outras mudanças provocadas pela EC 103/2019, como as de nº 6254, 6255, 6258, 6271 e 6367. Enquanto o STF não as considerar inconstitucionais, as alterações, como o aumento progressivo de alíquotas e seus reajustes com base no IPCA, seguirão valendo.

Luta do sindicato

O SINTFUB não mediu esforços para barrar a Reforma da Previdência em sua integralidade, participando e construindo a resistência de forma incisiva durante os anos de 2019 e 2020. Seguiremos, junto à Fasubra Sindical, com todas as ações e providências no intuito de reverter este novo ataque aos servidores públicos.

Novas alíquotas

De acordo com a Portaria SERPRT/ME 636/2021, os valores das alíquotas de contribuição, com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2021, incidirão da seguinte maneira:

  1. Até 1 salário-mínimo, será aplicada a alíquota de 7,5%
  2. De 1 salário-mínimo até R$ 2.203,48, será aplicada a alíquota de 9%
  3. De R$ 2.203,49 até R$ 3.305,22, será aplicada a alíquota de 12%
  4. De R$ 3.305,23 até R$ 6.433,57, será aplicada a alíquota de 14%
  5. De R$ 6.433,58 até R$ 11.017,42, será aplicada a alíquota de 14,5%
  6. De R$ 11.017,43 até R$ 22.034,83, será aplicada a alíquota de 16,5%
  7. De R$ 22.034,84 até R$ 42.967,92, será aplicada a alíquota de 19%
  8. Acima de R$ 42.967,92, será aplicada a alíquota de 22%

O reajuste também afeta os pensionistas e aposentados de quaisquer Poderes da União, sendo que as alíquotas de contribuição incidirão sobre o valor da parcela dos proventos que supere o teto do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), hoje em R$ 6.433,57.