“Future-se”, um nome diferente para a privatização do ensino superior brasileiro

O Ministério da Educação apresentou, no dia 17 de julho, o seu novo projeto para o ensino superior no Brasil chamado ironicamente de Future-se. O projeto, entre outras consequências, representa:

1. O fim do repasse de verbas públicas para as universidades e institutos federais de educação. A Constituição Federal determina o repasse de 18% da arrecadação para manutenção das IFES;

2. Repassa para uma OS (Organização Social) de caráter privado, a gestão do ensino, da pesquisa e da extensão atualmente desenvolvidas nas universidades e nos IFET’s. Para isso, transfere o patrimônio e o recursos orçamentários das universidades para as OS.

3. Permite a cessão dos servidores Técnico-Administrativos para a OS, com ônus para esta. Com isso, acaba com nossa carreira, com nossa estabilidade e com nossa condição de servidor público.

4. O projeto, ainda, abre caminho para a cobrança de mensalidades nas universidades públicas. Bolsonaro e sua equipe defendem essa medida, mas não a anunciam porque enfrentariam repúdio da população.

O projeto de Bolsonaro deve ser derrotado na luta

O SINTFUB compreende que a defesa das IFES ( universidades públicas e institutos federais) deve ser assumida por toda a comunidade universitária: estudantes, servidores e docentes além da sociedade. Agora o que está em jogo são os o nossos empregos. O Comitê em defesa da UnB tem a tarefa de organizar um calendário de mobilizações que culmine numa ASSEMBLÉIA GERAL de toda a comunidade da UnB. Vamos mostrar para o governo Bolsonaro que não vai ser fácil destruir a educação pública superior brasileira. Se prepara Bolsonaro, vai ter reação, VAI TER LUTA. Em conjunto com as entidades nacionais construímos um calendário de lutas ao qual convocamos todos os servidores a aderir.

“Future-se”, uma lógica cruel

O governo afirma que a adesão ao Future-se é opcional. Mas a lógica por trás do projeto é de uma crueldade sem limites.

Primeiro, cortou 30% as verbas das universidades. De tal forma que comprometeu o funcionamento de todas elas. Algumas universidades já não tem dinheiro para pagar conta de água e luz. Também vai faltar dinheiro para pagar os serviços terceirizados como a limpeza e a vigilância. A Reitora da UnB foi a público denunciar que no próximo mês, ou seja, em setembro, a universidade terá dificuldades de renovar vários contratos. Para piorar o quadro de penúria recentemente o governo anunciou novos cortes orçamentários.

Segundo, dar-se a opção das universidades aderir ao projeto Future-se. As universidades públicas e os IFET’s poderão escolher entre não ter dinheiro ou aceitar o dinheiro do mercado financeiro. Ao aceitarem o projeto, estarão submetendo seus interesses, objetivos educacionais e projetos de pesquisa e extensão à lógica das bolsas de valores.

Terceiro, para os servidores Técnico-Administrativo, que estão a mais de 4 anos sem reajustes salariais, oferecem a opção de serem cedidos para a OS, onde dizem, receberão melhores salários. Desde que abram mão da condição de servidores públicos. O mesmo ocorre com os docentes com a previsão de contratar professores pela CLT. É muita hipocrisia.

O “Future-se” é a combinação de sufocamento e sucateamento das universidades públicas, com a promessa de que o dinheiro privado irá salvá-las. Mas o governo esqueceu-se de dizer que o pais está a beira de uma recessão. Se as empresas estão fechando por causa da crise como elas irão investir nas universidades?
A verdade é que o governo Bolsonaro quer privatizar a educação pública, desobrigando o estado da manutenção do ensino superior. A ideia é simples; aquilo que for bom para o mercado será incentivado; aquilo que não tiver serventia para eles será deixado de lado. As universidades e os IFET’s (Institutos Federais de Tecnologia) deixariam de ser produtores de conhecimento para virar uma indústria a serviço das grandes empresas, da exploração dos trabalhadores e, ainda, contribuiria para o aumento dos lucros do mercado financeiro.

SINTFUB e ADUnB protocolam ofício contra o Future-se

Representantes do Comitê em Defesa da UnB, composto pela ADUnB, SINTFUB, estudantes e representantes do SINASEFE, entregaram, no dia 7 de agosto Carta em nome da comunidade acadêmica rejeitando a adesão da instituição ao Future-se. O documento fundamenta-se em estudos jurídicos elaborados pelas assessorias das entidades e pela análise do GT constituído pela administração superior da universidade para avaliar o projeto do governo federal.

O ato marcou a data limite apontada pelo Ministério da Educação (7 de agosto) para que a reitoria da UnB entregasse ao ministério estudo de viabilidade e impactos do “Programa Institutos e Universidades Empreendedoras e Inovadoras – Future-se” nas rotinas acadêmicas e administrativas da instituição.

“Cada um de nós tem uma história de luta, tem um compromisso com a Educação Pública. As conquistas do ensino gratuito brasileiro foram alcançadas com muita luta. Não podemos permitir retrocessos”, afirmou o presidente da ADUnB, Luis Antonio Pasquetti, durante ato realizado na entrada do MEC.

O Coordenador do SINTFUB, Edmilson Rodrigues de Lima, conclamou a comunidade universitária a participar da plenária aberta da UnB no dia 15 de agosto no Auditório do SINTFUB para debater o Future-se. “Esse ato é um movimento nacional de defesa da Educação Pública do nosso país. Então, no dia 15 de agosto, às 12h, no Auditório do SINTFUB, vamos realizar uma grande plenária e convidamos a todos e todas a se incorporarem nessa luta em defesa da UnB.”

Uma cópia do documento protocolado no MEC também foi apresentado na Reitoria da UnB. A Carta foi entregue ao chefe de gabinete Paulo César Marques. Ele afirmou que a reitoria participará da plenária aberta do dia 15 para debater com a comunidade da UnB os impactos do Future-se na instituição. Análise do GT constituído pela administração superior concluiu que o Future-se compromete a autonomia universitária e desobriga o Estado do financiamento da educação superior pública brasileira, conquista histórica dos movimentos pela educação.




Amazônia na rua




UnB promoverá novo Tsunami da Educação

O novo Tsunami da Educação já tem data marcada. Será no dia 12 de setembro na Esplanada dos Ministérios para protestar contra o programa recém lançado pelo MEC, o Future-se.

A decisão foi tomada hoje em reunião no auditório do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub) com a de professores, estudantes e técnico-administrativos da instituição de ensino superior e também da reitora Márcia Abrahão, do diretor do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação (Sinasefe), decanos, FENET- Federação Nacional dos Estudantes de Ensino Técnico e representantes dos gabinetes da deputada federal Érika Kokay e do deputado distrital Fábio Felix.

O novo protesto será organizado por centros acadêmicos, Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras da UnB (Sintfub), Sinasefe, FENET e pela Adunb – Associação dos Docentes da UnB, e terá por mote o Dia da Virada da Educação.

A comunidade acadêmica da UnB voltará às ruas para denunciar os constantes ataques contra a educação pública brasileira, principalmente a superior, pelo governo de extrema direita do Bolsonaro. O mais recente ataque é representado pelo projeto Future-se, que fere a autonomia universitária e visa privatizar a educação superior.

Todos e todas entendem que devemos agir em todas as frentes possíveis, pois não há tempo a perder. Participe de nossas atividades.

Por: Camila Piacesi

 




Margaridas marcham em Brasília por terra, paz e democracia

Representantes do Sintfub estavam presentes na Marcha das Margaridas

Por: Camila Piacesi

Mais de 30 mil agricultoras familiares, ribeirinhas, quilombolas, pescadoras, extrativistas, camponesas, quebradeiras de coco, trabalhadoras urbanas e dos movimentos feministas e de mulheres indígenas participaram, na manhã desta quarta-feira (14), da 6ª Marcha das Margaridas, que saiu do Pavilhão do Parque da Cidade e foi até ao Congresso Nacional.

O tema principal do protesto deste ano foi “margaridas na luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência”.

A marcha focou o combate à pobreza, o enfrentamento ao feminicídio e à violência contra as mulheres do campo, das florestas, das águas e da cidade. As margaridas também denunciaram os cortes dos programas sociais, a criminalização dos movimentos sociais, os assassinatos de ativistas, o assédio às mulheres e a violência contra as mulheres.

O ato final foi em frente ao Congresso Nacional com intervenções de parlamentares e lideranças sociais e sindicais. O ex-candidato à Presidência da República, Fernando Haddad, esteve presente e leu uma carta do Luiz Inácio Lula da Silva para as Margaridas.

Na carta Lula falou que por oito anos sempre recebeu os movimentos sociais. E que começou a construir um país ideal, onde toda mãe teria o que dar de comer para os seus filhos, quem trabalhe no campo teria que colher, jovens teriam condições de estudar e oportunidade de emprego, mas que este processo foi interrompido. Lula lembrou também dos programas de aquisição de alimentos, do ProUni e da valorização do salário mínimo, medidas que promoveram o bem estar social de quem mais precisa. “No entanto, parece que cuidar de quem precisa, no Brasil, atinge interesses de poderosos”, ressaltou no documento.

Em tom de tristeza, Haddad disse que, de acordo com a carta de Lula, “agora o Brasil é governado pelo ódio e pela loucura daqueles que falam fino para os poderosos, mas fingem de valentes para os inocentes e fracos”.

Ao final, Haddad leu: “Mesmo que me coloquem paredes que me impedem de estar aí pessoalmente, fisicamente, continuamos juntos, lado a lado nesta Marcha”. Foi a frase terminar e a marcha entoar o canto que mais se ouve pelo Brasil hoje: “Lula Livre”.

Após a carta de Lula, várias deputadas subiram ao trio para falar a multidão de margaridas que não paravam de chegar ao Congresso. A marcha foi dividida por delegações de cada estado. Elas carregavam instrumentos musicais e entoavam seus cantos típicos de luta do campo.

A deputada Elizangela Moura disse as mulheres têm que ser protagonistas da própria luta. “Estamos nas ruas porque não aceitamos esse modelo de desenvolvimento que o governo quer trazer para nós. Não aceitamos a reforma da Previdência que prejudica principalmente as trabalhadoras rurais, pois no campo as mulheres começam a trabalhar aos oito anos de idade”, explicou.

Motivada pela luta contra a reforma da Previdência, Maria Ramos, agricultora familiar no Ceará, veio para a Marcha das Margaridas. Para ela, as agricultoras não podem perder seus direitos e é preciso que se mantenha, no mínimo, “o que já temos garantido em lei”.
Após o encerramento do ato pela diretora da Contag – Confederação Nacional da Agricultura, Mazé Morais, as margaridas voltaram para seus estados. A marcha é realizada desde 2000 e acumulou muitas conquistas. O nome Margaridas é uma homenagem à Margarida Alves, líder camponesa da Paraíba, que foi assassinada em 12 de agosto de 1980, aos 50 anos de idade.

 

 

 




Dia de luta da educação repercute na mídia nacional e internacional

Mais de cinco mil pessoas participaram da Paralisação Nacional da Educação, convocada pela CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, e do #Tsunami13, organizada pelos três segmentos da UnB em protesto contra os cortes de recursos da educação, o programa Future-se, a reforma da Previdência e a precarização da legislação do trabalho.

 

Avalição da CNTE indica que o Dia Nacional de Paralisação dos Educadores e Educadoras de todas as escolas públicas do país, nos mais de 5.500 municípios, em defesa da educação e da aposentadoria, foi um sucesso em Brasília e no país. Em Brasília, a marcha da educação foi organizada pelo Sindicato dos Professores.

O #Tsunami13A na Esplanada dos Ministérios esteve repleta de estudantes, professores, técnico-administrativos e lideranças sindicais e sociais. Pela terceira vez, o Sintfub, a Adunb, a UNE e centros acadêmicos fizeram do centro político do Brasil palco de gritos de guerra contra as medidas tomadas pelo governo Bolsonaro em relação à educação e a dignidade dos trabalhadores.

O protesto ganhou mais força com a adesão da 1ª Marcha das Mulheres Indígenas, organizada pela APIB – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil. O evento teve como tema “território: nosso corpo, nosso espírito” e atraiu cerca de 2 mil mulheres indígenas. E teve por objetivo defender os direitos dos povos indígenas e a demarcação de suas terras e respeito e valorização da sua cultura.

 

O #Tsunami13A tomou conta do país. Mais de 200 cidades tiveram manifestações, com a presença estimada de mais de 2 milhões de brasileiros, principalmente da juventude.

Durante o ato a coordenadora das Mulheres do Sintfub, Alessandra, ressaltou a importância da população estar unida neste momento e lutar contra a reforma da Previdência e a privatização do Estado. Em relação à UnB, ela disse que o projeto Future-se, está mais para Fature-se com a educação pública, pois fere a autonomia universitária e a educação pública superior gratuita.

Ao condenar a precarização do ensino público, Gabriel Magno, diretor da CNTE, afirmou que a privatização não é a solução. “É preciso investimentos públicos conforme institui a Constituição”, disse.

Na opinião de  Edmilson Lima, coordenador-geral do Sintfub, o projeto Future-se destrói o sentindo de Nação que foi construído durante décadas, com investimento no ensino, pesquisa e extensão. Para ele, o ato serviu para marcar o dia de defesa da universidade pública, democrática, gratuita e de qualidade.

O país todo o país todo viu os atos contra o bloqueio das verbas orçamentárias das universidades e institutos federais, contra o projeto de privatização do ensino público superior apresentado com o nome de “Future-se”. A paralisação foi também tema dominante na mídia brasileira e até internacional que registrou a insatisfação da educação e dos povos indígenas com as medidas do atual desgoverno.

Desde o começo do ano, a pasta da Educação já sofreu R$ 6,1 bilhões em bloqueios, de um orçamento total previsto de R$ 25 bilhões. O corte mais recente foi de R$ 348,4 milhões, recursos que custeariam a produção, aquisição e distribuição de livros e materiais didáticos para a Educação Básica. Os recursos da educação foram desviados pelo governo para pagar emendas dos parlamentares que votaram a favor da retirada de direitos na reforma da Previdência.

 

 

 




Confira o calendário de lutas do Sintfub

O Sintfub, diante dos ataques do governo Bolsonaro, não pode se omitir. Por isso, convoca para a luta em defesa dos nossos direitos conforme calendário de lutas:

– 12 DE AGOSTO
1ª Marcha das Mulheres Indígenas

12 a 14 DE AGOSTO
– Encontro nac. de mulheres da Fasubra

– 13 DE AGOSTO
Paralisação Nacional da Educação

– 14 DE AGOSTO
6ª Marcha das Margaridas

– 15 DE AGOSTO
Reunião na PRC

– 15 DE AGOSTO
Plenária dos 3 Segmentos da UnB

A direção do Sintfub convoca
todos e todas a participarem desses eventos de luta da categoria e do povo
brasileiro.

Entre 12 e 14, o objetivo é lotar a Esplanada dos Ministérios para engrossar os protestos contra as barbáries cometidas contra os trabalhadores e o Estado brasileiro, por meio de medidas adotadas pelo governo e por meio da reforma da Previdência aprovada pela Câmara dos Deputados, que agora está para ser votada pelo Senado Federal, onde há 10 senadores que devem mais de R$ 26 milhões para a Previdência.

Nas mesmas datas também ocorrem o Encontro Nacional de Mulheres da Fasubra. Elas também vão participar das marchas e discutirão pautas referentes ao universo feminino.

No dia 15, as pautas são corporativas, de defesa dos direitos dos filiados ao Sintfub e da Universidade de Brasília. A reunião na PRC – Prefeitura da Universidade, no dia 15, vai começar às 7h30 da manhã. Já a mesa de abertura da Plenária dos 3 Segmentos da UnB, será no mesmo dia, vai começar ao meio dia, e será realizada no Auditório do Sintfub, tendo por pauta única de discussão o programa FUTURE-SE. Esta reunião é aberta aos técnico-administrativos, professores e estudantes.

MARCHAS E PARALISAÇÃO

A 1ª Marcha das Mulheres Indígenas é fruto das lutas da APIB – Articulação dos povos indígenas do Brasil. A Associação espera contar com 2 mil mulheres em Brasília, de 9 a 13 de agosto. O evento tem como tema “território: nosso corpo, nosso espírito”. E tem por objetivo defender os direitos dos povos indígenas e a demarcação de suas terras e respeito e valorização da sua cultura.

O Dia Nacional de Paralisação dos educadores e educadoras de todas as escolas públicas deste país, nos mais de 5.570 municípios, foi convocado pela CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação para defender a educação e a aposentadoria. Esta paralisação será mais forte por contar com apoio e participação da UNE – União Nacional dos Estudantes e professores e servidores das Universidades Brasileiras.

A 6ª Marcha das Margaridas espera 100 mil mulheres trabalhadoras do campo, da floresta e das águas. As outras cinco marchas foram realizadas em 2000, 2003, 2007, 2011 e 2015, garantindo várias vitórias. A marcha lembra Margarida Alves, uma das principais líderes da luta camponesa, assassinada a tiros em 12 de agosto de 1983, aos 50 anos de idade, na cidade de Alagoa Grande, na Paraíba.




Sintfub, Adunb, Sinasefe e estudantes protocolam documento contrário ao Future-se

Entidades sindicais e estudantes da Universidade de Brasília, representados pelos Centros Acadêmicos, participaram, na manhã de hoje (7), do ato de protocolo no Ministério da Educação do documento contrário ao programa Future-se.

O documento foi elaborado a partir de debates com a comunidade acadêmica e social. Para o coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores da UnB, Edmilson Lima, o ato é político e mostra ao MEC que a comunidade está contrária às privatizações das universidades.

A técnica-administrativa, Socorro Marzola, acredita que o projeto do governo Bolsonaro tira a autonomia das universidades e faz patrulhamento ideológico dos cursos de formação.

O processo de privatização se dá em razão do acesso à população negra às universidades. Para a técnica-administrativa, Susana Xavier, enquanto tínhamos uma universidade hegemônica e elitista não havia a discussão sobre os cursos da educação superior.

O professor Manoel de Andrade tocou em outro ponto nefasto do Future-se. “ É uma espécie de reforma universitária de direita que é baseada também na retirada de direitos”, apontou.

Neste momento, a categoria precisa de unidade para lutar contra os retrocessos na educação e da classe trabalhadora, disse o coordenador do Sinasefe, Júlio Mangini, que acredita que a unidade da classe só vai acontecer se as entidades sindicais se voltarem para a base e se aproximarem cada vez mais dos movimentos sociais.

“Vale lembrar que os ataques não são meramente para uma categoria, mas a toda a classe trabalhadora”, completou.

Lima aproveitou a ocasião e convidou todos os presentes para participarem da Greve Nacional da Educação e da Marcha das Margaridas, que acontecem no dia 13 de agosto.

Após o ato, todos seguiram para a Reitoria para protocolar o documento contrário ao programa e entregar para o chefe de gabinete, Paulo.

Por Camila Piacesi (texto e fotos)





PROJETO FUTURE-SE

PARECER ASSESSORIA JURÍDICA ADUNB E SINTFUB SOBRE O PROJETO FUTURE-SE

Estudo Mauro Menezes

 

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Assembleia rejeita o Futura-se e aprova calendário de lutas

Os próximos dias serão de luta conta a reforma da Previdência, o programa Future-se e os cortes de recursos da Universidade de Brasília. A Assembléia Geral realizada pelo Sintfub, nesta quinta-feira, dia 1º de agosto, na Praça Chico Mendes aprovou por unanimidade a proposta contrária a adesão da UnB ao Futura-se e também um calendário de mobilização (veja abaixo) que visa mobilizar a comunidade universitária contra a reforma da previdência e contra a privatização das universidades.

A reforma da Previdência será votada no segundo turno no dia 6 de agosto. O movimento sindical vai continuar a luta no Congresso Nacional e a oposição vai tentar obstruir os trabalhos no Plenário da Câmara dos Deputados. Para ser aprovada em definitivo, a reforma terá de passar pela segunda votação na Câmara, onde precisa de pelo menos 308 votos, e depois ser votada também em dois turnos no Senado. Ou seja, ainda é possível reverter a aprovação da reforma. Por isso vamos aumentar a pressão, a mobilização e organizar uma nova Greve Geral. É preciso retomar a mobilização desde já, no próximo dia 6 de agosto vamos todos pra rua.

O corte de recursos da educação continua. Nesta semana, o governo anunciou novo corte no valor de R$ 380 milhões, o que só traz sufoco para o ensino público, gratuito e de qualidade e coloca em risco a existência das universidades.

O recém-lançado Projeto Future-se é outro ataque que merece repúdio da categoria por prever a mercantilização da educação pública dentro das Universidades e Institutos Federais, retira a autonomia das universidades e trazer uma série de prejuízos para os técnico-administrativos, professores, alunos e para toda a sociedade.

Além disso, o Future-se é tão ruim que não leva em conta a função social das universidades, duramente conquistada como preceito na Constituição de 1988. E mais: projeto visa claramente a intenção de desonerar o Estado de investimentos na educação pública, dando lugar à privatização via OS.

A categoria precisa estar preparada para enfrentar os cortes de recursos e a privatização da UnB. São duas questões que podem levar à extinção da carreira técnico-administrativa, dando lugar a terceirizados e trabalhos precarizados.

A assembleia decidiu também que a categoria vai participar da manifestação marcada para o dia 13 de agosto, na Esplanada dos Ministérios, envolvendo os educadores de todas as escolas públicas do país, a Marcha das Margaridas e as Mulheres Indígenas.

A classe trabalhadora luta para desfrutar das coisas boas do nosso país, não para viver em constantes ataques e retirada de direitos.

Veja a calendário de ações em combate a reforma da Previdência, ao projeto Future-se e aos cortes de verbas na Educação:

 

2/8 – Revisão do CONSUNI

6/8 – Revisão do Comitê

12 a 14/8 – Encontro de Mulheres

13/8 – Greve Nacional da Educação

13 e 14/8 – Marcha das Margaridas

15 e 16 – Plenária Extraordinária da Fasubra

22 e 2 –  Delegados para a Plenária

 

INTERNA A UnB

  • Reuniões setoriais na UnB e demais Campi
  • Divulgar no site do Sindicato estes documentos
  •  



Reitoria concede mais 15 dias para o Sintfub manifestar-se sobre o parecer da escala dos vigilantes

O Salão de Atos, localizado na Reitoria da UnB, ficou lotado de vigilantes na tarde de ontem (26). Todos os 60 presentes e mais o Sintfub discutiam com a Administração da Universidade a continuação da escala de 12×60, em vigor há mais de 30 anos, para os vigilantes do quadro da UnB. O Sintfub fez uma retrospectiva em relação ao debate sobre a escala de trabalho e apontou que desde 1987 as Administrações anteriores compreenderam que a escala atual era a melhor forma de garantir o pleno funcionamento desse serviço muito importante para a comunidade universitária.


Tendo em vista a necessidade de se aprofundar os vários aspectos que decorrem das alternativas de escala de trabalho a Administração concordou em agendar nova reunião no prazo de 15 dias para o Sindicato se manifestar a respeito do parecer emitido pela procuradoria. No dia 7 de agosto, a Administração da UnB e o SINTFUB voltam a se reunir para discutir o tema.


O professor Paulo César, chefe de gabinete da reitoria, se comprometeu a agendar uma reunião com o procurador e apresentar argumentos sobre a especificidade da função dos vigilantes da UnB. Por outro lado, “A escala de serviço proposta, 12X36 trará um aumento de 60 horas mensais e 720 anuais a mais para o vigilante”, explicou o coordenador geral do Sintfub Edmilson Lima.

 

 




SINTFUB entra com mandato para garantir licença maternidade à nova servidora

Jurídico do SINTFUB entra com mandato de segurança para garantir o direito à servidora que tomou posse no dia 28 de maio, tendo um filho recém nascido de apenas três meses, à licença maternidade de 120 dias e a ampliação por 60 dias.

A Assistente Social  é recém chegada do Espírito Santo e não tem uma rede de apoio devidamente estabelecida para garantir os cuidados com a criança.

Atendendo as exigências do Decanato de Gestão de Pessoas (DGP) a servidora tomou posse no dia 13 de junho de 2019 para participar do curso de ambientação promovido pelo DGP e ao requerer a licença maternidade teve seu pedido negado com o argumento de que não atendia os prazos estabelecidos na Nota Técnica n° 201/2010/COGES/DENOP/SRH/MP

Enquanto estava no curso de ambientação mãe e filho sofreram riscos à saúde, tanto físicos quanto psicológicos, em razão do afastamento intempestivo que dificultou inclusive a amamentação.

A servidora buscou o SINTFUB para auxiliá-la na condução do processo que num primeiro momento tentou, pelas vias políticas, negociar com o DGP o exercício do direito previsto em lei, mas mediante a intransigência  e a taxativa negativa o Sindicato garantiu por mandado de segurança o pleno direito à mãe e a criança.

SINDICATO É PRA LUTAR!




Nota da UnB para a imprensa:

A reitora Márcia Abrahão participou de reunião no Ministério da Educação na tarde desta terça-feira (16), na qual foi apresentado o projeto “Future-se” para reitores e pró-reitores de universidades e institutos federais, por meio de apresentação de slides. O secretário de Educação Superior, Arnaldo Barbosa de Lima, e o secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Ariosto Antunes, informaram que o projeto será lançado formalmente amanhã (17), em entrevista coletiva, e depois será aberta consulta pública. O ingresso no programa será por meio de termo de adesão. O projeto apresentado trata de formas complementares de captação de recursos para as instituições.
A UnB aguarda a íntegra do documento, de forma a ter condições de discuti-lo junto à comunidade acadêmica. O conteúdo também deve ser levado para apreciação dos colegiados superiores da UnB, instâncias com poder decisório. Qualquer decisão deve considerar, ainda, a legislação e eventuais implicações legais na adoção do modelo. Tida a comunidade acadêmica  em alerta.