Assembleia rejeita o Futura-se e aprova calendário de lutas

0Shares
0 0

Os próximos dias serão de luta conta a reforma da Previdência, o programa Future-se e os cortes de recursos da Universidade de Brasília. A Assembléia Geral realizada pelo Sintfub, nesta quinta-feira, dia 1º de agosto, na Praça Chico Mendes aprovou por unanimidade a proposta contrária a adesão da UnB ao Futura-se e também um calendário de mobilização (veja abaixo) que visa mobilizar a comunidade universitária contra a reforma da previdência e contra a privatização das universidades.

A reforma da Previdência será votada no segundo turno no dia 6 de agosto. O movimento sindical vai continuar a luta no Congresso Nacional e a oposição vai tentar obstruir os trabalhos no Plenário da Câmara dos Deputados. Para ser aprovada em definitivo, a reforma terá de passar pela segunda votação na Câmara, onde precisa de pelo menos 308 votos, e depois ser votada também em dois turnos no Senado. Ou seja, ainda é possível reverter a aprovação da reforma. Por isso vamos aumentar a pressão, a mobilização e organizar uma nova Greve Geral. É preciso retomar a mobilização desde já, no próximo dia 6 de agosto vamos todos pra rua.

O corte de recursos da educação continua. Nesta semana, o governo anunciou novo corte no valor de R$ 380 milhões, o que só traz sufoco para o ensino público, gratuito e de qualidade e coloca em risco a existência das universidades.

O recém-lançado Projeto Future-se é outro ataque que merece repúdio da categoria por prever a mercantilização da educação pública dentro das Universidades e Institutos Federais, retira a autonomia das universidades e trazer uma série de prejuízos para os técnico-administrativos, professores, alunos e para toda a sociedade.

Além disso, o Future-se é tão ruim que não leva em conta a função social das universidades, duramente conquistada como preceito na Constituição de 1988. E mais: projeto visa claramente a intenção de desonerar o Estado de investimentos na educação pública, dando lugar à privatização via OS.

A categoria precisa estar preparada para enfrentar os cortes de recursos e a privatização da UnB. São duas questões que podem levar à extinção da carreira técnico-administrativa, dando lugar a terceirizados e trabalhos precarizados.

A assembleia decidiu também que a categoria vai participar da manifestação marcada para o dia 13 de agosto, na Esplanada dos Ministérios, envolvendo os educadores de todas as escolas públicas do país, a Marcha das Margaridas e as Mulheres Indígenas.

A classe trabalhadora luta para desfrutar das coisas boas do nosso país, não para viver em constantes ataques e retirada de direitos.

Veja a calendário de ações em combate a reforma da Previdência, ao projeto Future-se e aos cortes de verbas na Educação:

 

2/8 – Revisão do CONSUNI

6/8 – Revisão do Comitê

12 a 14/8 – Encontro de Mulheres

13/8 – Greve Nacional da Educação

13 e 14/8 – Marcha das Margaridas

15 e 16 – Plenária Extraordinária da Fasubra

22 e 2 –  Delegados para a Plenária

 

INTERNA A UnB

  • Reuniões setoriais na UnB e demais Campi
  • Divulgar no site do Sindicato estes documentos
  •  

admin

0Shares
0