Servidores da UNB fazem ato em defesa dos trabalhadores do SICAP

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Dezenas de servidores técnico-administrativos da UnB se concentraram nesta quarta-feira (23) na avenida L2 Norte, na altura da 504, em frente ao Hospital Universitário de Brasília – HUB, para exigir que a administração superior da UnB intervenha junto aos órgão de controle da Universidade para minimizar os prejuízos gerados aos servidores do Sicap (sistema de trabalho que não gera vínculo empregatício).

De acordo com os servidores do Sicap, na contramão da proteção do trabalhador, a administração do HUB e os representantes da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh vem praticando terror psicológico junto aos trabalhadores, através de ameaças de demissões coletivas, divulgação de listas dos trabalhadores que serão demitidos, assédio moral.

“Estou com 52 anos. E com a idade que eu estou, vai ser muito difícil encontrar outro emprego. Experiência eu tenho, mas a gente sabe que é muito difícil. Então a gente pede para a direção do HUB para que eles pelo menos olhem para as pessoas que estão aqui há mais de 20 anos, que deu a vida por este hospital, e que agora está sendo jogado igual a um cachorro. Por que eles não reaproveitam os servidores? Isso é uma judiação, é um descaso. Eles (a direção) vão chamando de um por um para demitir as pessoas e a gente só vê a fila de pessoas chorando”, declara Merinalva de Sousa, que trabalha há sete anos no HUB.

Trabalhador não é mercadoria

Atualmente, a UnB tem 766 servidores que trabalham no regime Sicap. A maioria deles está no HUB e trabalham na UnB há 20 anos. Segundo o diretor do HUB, Hervaldo Sampaio Carvalho, a expectativa é de que, até julho, todos os servidores do Sicap sejam demitidos.

As demissões fazem parte de um acordo entre o Ministério da Educação, Ministério do Planejamento, Ebserh e administração superior da UnB, em que foi deliberado que, diante da abertura de concurso público para suprir o quadro de pessoal da UnB, a cada dois meses, 250 servidores do Sicap seriam demitidos.

O Sintfub e o Comando Local de Greve da UnB declararam em nota pública que são favoráveis a abertura de concurso público, mas que repudiam, veementemente, a demissão de trabalhadores que, sequer, têm direito à rescisão contratual.

 

admin

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