Inflexibilidade e irresponsabilidade do governo federal podem romper processo negocial

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Após ocuparem o Ministério da Educação – MEC nessa terça-feira (15) em protesto às medidas neoliberais anunciadas pelo governo federal, os servidores técnico-administrativos das universidades federais, representados pela Fasubra, garantiram reunião com representantes do Ministério do Planejamento. No encontro, o governo se mostrou reticente quanto as pautas da categoria que geram impacto financeiro. Em contraponto, a federação foi firme ao dizer que “tem que manter a ‘porta aberta’, pois não é possível que o governo passe um ‘aspirador’ no orçamento, deixando os trabalhadores em uma situação de precariedade completa”.

Durante o encontro entre MPOG e Fasubra, ficou acordado que uma nova reunião será realizada na próxima quarta-feira (23), quando será analisado se há possibilidade de se manter e obter progresso em um acordo entre as partes ou se o processo negocial será suspenso, com a manutenção da greve da categoria. Ainda há o compromisso do governo federal em responder a contraproposta apresentada pela Fasubra nesta quarta-feira (16). A federação concorda com a vigência de dois anos do acordo, mas reivindica que o índice a ser aplicado na primeira parcela de reajuste, com impacto em 2016, seja de 9,5% e não de 5,5%, como propõe o governo.

Na tentativa de ganhar forças contra as medidas adotadas pelo governo, que prejudicam o funcionalismo federal e o resto da sociedade brasileira, os servidores técnico-administrativos realizarão trabalho corpo a corpo com parlamentares do Congresso Nacional, nesta quarta-feira (16).

Na quinta-feira (17), o Comando Nacional de Greve da Fasubra se reúne para avaliar a possível resposta do governo à contraproposta apresentada. A orientação da federação é de que as assembleias de base sejam realizadas na sexta-feira (18), segunda-feira (21) e terça-feira (22). Na UnB, a assembleia de base será na terça-feira (22), às 9h, na Praça Chico Mendes.

Veja os pontos anunciados pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento:

·Adiamento do reajuste dos servidores,
·Suspensão de concursos,
·Eliminação do abono de permanência dos servidores,
·Implementação do teto remuneratório do serviço público,
·Redução do gasto com custeio administrativo, mudança nas fontes fonte do PAC – Minha Casa Minha Vida,
·Cumprimento do gasto constitucional com Saúde,
·Revisão da estimativa de gasto com subvenção agrícola,
·Volta do CPMF com alíquota de 0,2% sobre movimentações financeiras e
·Taxação (com alíquotas de 15% a 30%) sobre ganhos com venda de terrenos e imóveis acima de R$ 1 milhão

Para o Comando Local de Greve do Sintfub, as medidas do governo federal “são medidas neoliberais, idênticas às anunciadas pelo candidato da oposição nas eleições presidenciais. Tais medidas aceleram o retrocesso social, e a classe trabalhadora não vai aceitar isso”.

admin

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