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Assembleia da UnB unifica pauta e vai unida para à luta

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A maior assembleia já realizada nos últimos anos por técnico-administrativos, professores e alunos da Universidade de Brasília (UnB), na quarta-feira (4), às 12h, no Ceubinho, aprovou, por unanimidade, o seguinte calendário de luta: A maior assembleia já realizada nos últimos anos por técnico-administrativos, professores e alunos da Universidade de Brasília (UnB), na quarta-feira (4), às 12h, no Ceubinho, aprovou, por unanimidade, o seguinte calendário de luta:

1- Rejeição total ao programa Future-se do Ministério da Educação (MEC).

2- Integrar o Grito dos Excluídos no dia 7 de setembro (vestir preto, cara pintada).

3- Reforçar o Comitê em Defesa da UnB.

O programa Future-se foi amplamente rejeitado em assembleia porque passa a gestão das universidades públicas federais e das IFES (Instituições Federais de Ensino Superior) para uma Organizações Sociais (OS) de caráter privado, que ficará responsável pelo ensino da pesquisa e da extensão e pelo patrimônio das universidades.

A OS também passará a gerir os docentes e técnico-administrativos, com isso explorará o patrimônio das universidades e utilizará a produção intelectual (patentes, projetos, etc.) para angariar recursos. Os novos docentes e técnico-administrativos serão contratados em regime de carteira assinada ou por meio da terceirização e acabaria com a carreira dos servidores da UnB.

O projeto ainda prevê a constituição de um “fundo de autonomia” para financiar as pesquisas que será gerido pela bolsa de valores. O pior de tudo, é que a metade desse fundo será arrecadado com a venda do patrimônio das IFES. Além disso, traz o fim da gratuidade nos cursos de pós-graduação.

A comunidade acadêmica se junta ao Grito dos Excluídos por mais direitos, soberania e por ser contra a reforma da Previdência e, principalmente, por ser contra o desmanche da educação pública promovido pelo governo Bolsonaro. Ele realizou os cortes das verbas das universidades federais com a única finalidade de sucatear o ensino público brasileiro, pois assim a ideia de privatização ganha força e surge como salvação.

A concentração será na Rodoviária do Plano Piloto, a partir das 8h, no dia 7 de setembro em protesto às comemorações da Independência do Brasil. Por causa da censura e da repressão, o ato irá até a Torre de TV por estar proibida de pisar na Esplanada dos Ministérios.

O ato ocorre pela vigésima quinta vez, com edição intitulada “‘Este sistema não Vale! Lutamos por justiça, direitos e liberdade”. O evento Contará com a presença das centrais sindicais – CGTB, CSB, CSP Conlutas, CTB, Força Sindical, CUT, Intersindical, Nova Central Sindical e UGT, além do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub), Associação dos Docentes da UnB (Adunb) e Centros Acadêmicos.

O Grito dos Excluídos tem por objetivo defender a vida em primeiro lugar, anunciando a esperança de um mundo melhor, promovendo ações de denúncia dos males causados por este modelo econômico.
O Comitê em Defesa da Unb começou este ano e tem como pauta a defesa do ensino, pesquisa e extensão. As reuniões precisam de ampla participação para implementar as decisões abaixo aprovadas na Assembleia:
A. Nova Assembleia Unificada (dia 25/09, às 12h, no ICC Ceubinho)

B. Solicitar que a Administração Superior (Reitoria) faça uma Assembleia Geral se posicionando sobre o Future-se

C. Realizar a Virada da Resistência na Esplanada. Já existe uma comissão elaborando a proposta, com dois membros da AdunB, dois do Sinpro e dois do DCE, com previsão da Virada para a segunda quinzena de outubro de 2019.

D. Articular e Mobilizar os trabalhadores terceirizados da UnB para que possam participar nas atividades e da próxima assembleia

E. Participação na Greve Global em Defesa do Meio Ambiente, em 20 de setembro.

F. Construir uma Paralisação de 48 horas na UnB, na primeira quinzena de outubro, com a Universidade indo ao encontro da população com atividades autogestionadas, diversificadas, em diferentes locais so mesmo tempo.

G. Articular e discutir com organizações nacionais um Acampamento Nacional em frente ao MEC, a fim de reverter a atual política do MEC para a Educação Pública Brasileira.

A plenária foi realizada pelo Comitê em Defesa da Unb, que é composto por docentes, técnico-administrativo e alunos. As reuniões ocorrem toda terça-feira, às 12h, no Auditório do Sintfub.

O coordenador-geral do Sintfub, Edmilson Lima, durante a plenária disse que precisamos ampliar a  universidade, coisa que este governo está tentando destruir e excluir os estudantes filhos de operários, que pegam ônibus e estudaram muito para entrar na universidade.

Para ele, o projeto Future-se, em todo o momento, nas entrelinhas, também exclui os servidores técnico-administrativos. O Sindicato já aprovou, em assembleia, ser contrario ao projeto do MEC. “Nos defendemos a ampliação do ensino, pesquisa e extensão, mais verbas para as Federais do país, ampliação de vagas e concurso para professores e técnicos”, explicou.

Ao terminar o discurso, chamou todos e todas para a luta, “O que nos resta neste momento é estar de mão dadas e unidos lutando contra esta proposta do MEC”, completou.

O professor Paulo Cesar Marques, chefe do gabinete da Reitoria, na mesma linha do discurso do Lima, também pediu para todos se mobilizarem e afirmou ser importantíssimo que toda a sociedade fique ciente dos reais riscos que a universidade vem sofrendo e como é que isso afeta a vida de toda a comunidade brasiliense.

Participe do calendário de lutas, afinal ele foi aprovado por uma grande parte da universidade que compareceu à assembleia. O momento exige um grau de comprometimento muito grande de todas as pessoas da universidade, porque o embate é muito forte contra um governo que não vacila e tenta destruir as conquistas acumuladas no últimos anos e as políticas públicas que beneficiam o povo brasileiro.

Por Camila Piacesi

   

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