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No dia 8 de março, mulheres querem direitos iguais

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Muito além da oferta de presentes, o que as mulheres querem no 8 de março – Dia Internacional das Mulheres é ser livres, ocupar espaços de poder e avançar na consolidação da democracia. Com este foco, dezenas de trabalhadoras técnica-administrativas, da ativa e aposentadas, e terceirizadas da UnB se reuniram na Praça Chico Mendes nesta terça-feira (8) para discutir o tema mulher trabalhadora: desafios e perspectivas.

Durante o diálogo, a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) destacou que a construção de um país democrático está necessariamente vinculado ao avanço da luta das mulheres. Para ela, as mulheres, historicamente, sofrem um processo de “desumanização”, que acaba virando uma regra social, aplicada nos diversos grupos, o que inviabiliza a condição de um Estado democrático.

“Nós mulheres somos alvo de desumanização. A partir do momento que não podemos ser donas no nosso corpo, do nosso querer, do nosso destino, não podemos ser sujeitos da nossa própria vida. A gente tem de fazer com que a nossa coragem seja sentida e respeitada para seguirmos a construção de um mundo diferente”, disse a parlamentar.

O ataque à democracia e aos direitos da classe trabalhadora tem reflexos mais graves para as mulheres, conforme a dirigente do Sindicato dos Professores/as do DF – Sinpro-DF e da CUT Brasília, Rosilene Corrêa. “As políticas afirmativas para as mulheres, garantidas nos últimos anos, também são alvo do ataque à democracia”, afirma. Para a dirigente sindical, “a mulher ainda vive em um cenário de desvantagem social, resultado de uma cultura machista”. Por isso, em situação de crise, o desemprego, por exemplo, atinge primeiro as mulheres. “Mas estamos avançando e nos tornando “protagonista” de vários espaços”, aponta ela.

A proposição de projetos do governo federal, como a reforma da Previdência (ainda não oficializada), também foi atacada durante a atividade do Sintfub neste 8 de março. “Essa proposta nos coloca para trabalhar mais dez anos”, repudiou a dirigente da Fasubra, Ivanilde Reis. Ela lamentou que tal proposta seja fruto de um governo que tem como líder máxima uma mulher. “Nós não somos responsáveis por essa crise (econômica)”, finalizou.

Como em todos os setores da sociedade, o ataque às mulheres também é sentido no Hospital Universitário de Brasília (HUB). Segundo a técnica de enfermagem Paula Barroco, após a entrada da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh como gestora do hospital composto majoritariamente por servidoras, os casos de assédio moral se tornaram ainda mais constantes. “Temos que parabenizar este grupo de mulheres do HUB que se uniram em defesa de toda a categoria e contra a Ebserh, que vem desmontando o hospital. Aprendemos que só conseguiremos fazer algo se estivermos juntas”, disse. Contra os constantes ataques da empresa às servidoras do HUB, Paula fez uma fala de resistência: “Somos madeira de lei que cupim não rói”.

Como atividade lúdica, a servidora aposentada Aidil Alcoeres, cantou e tocou canções que remetem à amizade e à resistência. Ela, que faz questão de se apresentar como uma mulher negra, aposentada e que não foge à luta, motivou as mulheres a “nunca desistirem de seus objetivos, independente das barreiras”.

admin

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