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Servidores do CPD denunciam desvalorização do setor

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Reunidos com representantes do Sintfub nessa quarta-feira (1º/09), os servidores do Centro de Processamento de Dados – CPD da UnB denunciaram a desvalorização dos trabalhadores, realizada através da ausência de cursos de formação, assédio moral, precarização do trabalho e outras medidas que emperram o funcionamento do setor.

Sem considerar a legislação trabalhista vigente no Brasil, a atual direção do CPD determinou que os servidores do setor assinem dois tipos de folha de ponto, como forma de controlar a entrada e a saída dos trabalhadores. Um dos controles é assinado ainda na portaria do setor, e o outro, convencional, é assinado junto à chefia.

“Outro dia fiz um exame e tive que pegar um atestado de 41 minutos. Isso nunca aconteceu aqui antes”, conta uma servidora do CPD que preferiu não se identificar.

De acordo com a assessoria jurídica do Sintfub, o procedimento adotado arbitrariamente pela direção do CPD é ilegal. “Vamos encaminhar à direção do CPD documento afirmando que a adoção deste método de controle vai contra o que está na lei. Se isso não for suficiente para suspender essa determinação tomada unilateralmente, vamos encaminhar outras medidas”, afirma o coordenador geral do Sintfub, Mauro Mendes.

Os servidores do CDP ainda denunciaram que, em reunião realizada na semana passada, o diretor do setor, Jorge Henrique, afirmou que implementará o ponto eletrônico. “Essa decisão não pode ser tomada por um diretor. Este tema tem que ser debatido no CAD. É o Conselho que decide”, explicou Mauro Mendes.

Risco de pane total
A falta de oferta de curso de formação aos servidores do CDP é outra realidade. Durante a reunião com representantes do Sintfub, o trabalhadores denunciaram que há vários sistemas implementados na UnB com linguagem antigas, com cerca de 15 anos. Segundo os servidores, quem tem domínio desses sistemas são os servidores antigos, que estão perto de se aposentar.

“Se esses servidores se aposentarem, o sistema simplesmente vai parar de funcionar, pois quem é novo aqui não recebeu curso de formação. Com isso, atividades essenciais da UnB podem parar”, alerta um servidor novo no quadro, que também não quis se identificar.

Os servidores do CPD ainda denunciaram que a administração superior da UnB vem preferindo contratar empresas terceirizadas para desenvolver trabalhos que deveriam ser feitos pelo setor. “Já houve casos que estávamos implementando um sistema e chegou uma licitação para a execução da tarefa. Acabou que a empresa recebeu o dinheiro, mas quem fez o sistema foi o próprio CDP. Houve caso também em que uma empresa fez um sistema, mas não deu certo. Então, tivemos que refazê-lo. Além de jogar dinheiro público no lixo, isso demonstra como somos tratados com total desrespeito”, diz outra servidora do CPD.

admin

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