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Classe trabalhadora se une pela valorização dos técnico-administrativos e do ensino superior

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Servidores técnico-administrativos da UnB, bancários, trabalhadores da limpeza urbana, instrutores de trânsito, rodoviários, comerciários, entre diversas categorias organizadas pela CUT Brasília, além da Fasubra realizaram passeata na UnB e participaram da reunião do Conselho Universitário – Consuni, nesta sexta-feira (25).

Após a pressão dos técnico-administrativos da UnB, em greve desde o dia 17 de março, o reitor da Universidade, Ivan Camargo, colocou em pauta no órgão máximo de deliberação da Universidade a discussão dos pontos de reivindicação da categoria. Por motivo de agenda, a reunião do Conselho foi encerrada sem deliberações, mas os temas da greve voltarão à pauta do Consuni na próxima reunião do Conselho, que deve acontecer após o dia 1º de maio.

Os trabalhadores começaram a se concentrar às 9h, na Praça Chico Mendes. Às 14h, com faixas, matracas, megafone, os trabalhadores desceram rumo ao auditório da reitoria, onde foi realizada a reunião do Consuni. Em alusão a ordem de silêncio expressa pelo reitor, que xingou os técnico-administrativos e depredou a chute uma cadeira durante ato realizado no saguão da reitoria nessa quinta-feira (24), os manifestantes utilizaram uma mordaça preta na manifestação desta sexta-feira (25).

Com o auditório lotado, a análise dos docentes que compõem Consuni sobre a greve e as atividades grevistas foi dividida. Entretanto, integrantes do Conselho sugeriram a construção de moção de apoio ao movimento grevista dos trabalhadores. “Temos que apoiar quem sempre esteve ao nosso lado”, disse a professora Márcia Abrão, conselheira do Consuni.

Já o professor Hartmut Günther questionou “até que ponto o barulho produzido pelos trabalhadores nas atividades da greve resultam na construção de uma UnB de qualidade”. “O que conquistamos até hoje foi através de muita luta e muito grito”, respondeu o coordenador geral do Sintfub, Mauro Mendes, que também é secretário de Saúde do Trabalhador da CUT Brasília. De acordo com o dirigente sindical, a postura do reitor no ato da última quinta-feira foi um ato frontal contra o movimento grevista. “Não foi apenas uma cadeira, foi muito mais que isso. O senhor desrespeitou todos os trabalhadores desta Universidade”, disse Mauro Mendes.

O coordenador da Fasubra, Gibran Ramos Jordão, relembrou os 50 anos do golpe militar de 1964, que instalou a ditadura no Brasil por 21 anos, e ressaltou a importância da UnB para o processo de redemocratização do País. “Parece que há resquícios dessa época. Não há democracia e não existe luta política em silêncio, principalmente quando a intransigência se coloca à nossa frente”, discursou o dirigente sindical na reunião do Consuni.

“Temos que ter o olhar de que direito não se retira. Por isso, a reivindicação pelo retorno da jornada de trabalho de 30 horas, respaldada por lei, é justa e necessária. Pedimos que o Consuni apoie a greve. Nossos mais de 90 sindicatos filiados estarão juntos com os técnico-administrativos da UnB até a vitória”, discursou durante a reunião do Consuni o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto.

A deputada Érika Kokay também participou da manifestação e, em declaração no Consuni, apoiou o movimento de greve dos técnico-administrativos da UnB. “A UnB precisa se alimentar de democracia e liberdade (…) Greve é a demonstração da liberdade que queremos consolidar na sociedade (…) O Consuni é instrumento de construção

democrática na UnB, e é preciso que ele se mobilize para que possamos ir à exaustão da discussão sobre a pauta de reivindicações dos trabalhadores técnico-administrativos, que são fundamentais para o funcionamento desta Universidade, mas estão sendo invisibilizados”, disse a parlamentar.

Além da jornada de trabalho de 30 horas semanais, os servidores técnico-administrativos da UnB reivindicam o fim da privatização do Restaurante Universitário e do Hospital Universitário de Brasília – HUB; paridade de representação nos conselhos e demais órgão consultivos e deliberativos da UnB; reconhecimento dos títulos obtidos em países membros do Mercosul; não implementação do ponto eletrônico, entre outros pontos de luta local e nacional.

 

admin

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